segunda-feira, maio 16, 2022
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Análise: contra o Fla, Bahia paga caro com conclusões erradas e falhas na bola aérea

O Bahia foi derrotado por 4 a 1pelo Flamengo na noite desta quinta-feira, na Ilha do Urubu, mas não dá para dizer que o resultado mostra o que, de fato, foi a partida. Assim como não dá para ignorar os erros em lances capitais, também é possível ver pontos positivos na atuação da equipe. Organizado em boa parte do confronto, o Tricolor pouco tinha sofrido defensivamente até o segundo tempo. Na etapa inicial, o time foi superior ao rival e poderia ter saído para o intervalo com sorte melhor, não fossem as decisões erradas nas definições das jogadas [veja acima os melhores momentos do jogo].

Embora tenha começado o primeiro tempo com dificuldade na marcação pelo lado esquerdo, com Berrío levando a melhor em tabelas nas costas de Juninho Capixaba, o Bahia conseguiu acertar a marcação ao longo do jogo. O time alternou entre a marcação alta e média e fechou os espaços para a equipe carioca, principalmente sobre os principais jogadores adversários. Guerrero teve dificuldade para superar ora Tiago, ora Lucas Fonseca e, nervoso, recebeu cartão amarelo. Diego também não teve liberdade e arriscou muitas vezes o passe longo sem efetividade.

Por outro lado, com menos posse de bola (a etapa inicial teve 61% do Flamengo contra 39% do Bahia), o Bahia foi muito mais efetivo nos seus lances ofensivos e, na puxada de contra-ataque com Mendoza e Zé Rafael, poderia ter marcado. Não por acaso, o time terminou o primeiro tempo com bem mais finalizações que os mandantes (dez a seis). Nesse ponto, os jogadores tricolores erraram nas decisões finais e definição das jogadas. Veja abaixo o lance em que Zé Rafael partiu livre, tinha Vinícius sozinho dentro da área do Flamengo, mas preferiu arriscar no gol.

O segundo tempo não alterou o panorama da partida, e o Tricolor esperava o Flamengo para sair em contra-ataque. Mas, a partir dos cinco minutos a bola aérea começou a fazer toda a diferença – e com origem em cobranças de escanteio. Em entrevista após o jogo, o técnico Paulo Cézar Carpegiani afirmou que a equipe tinha se preparado para esse tipo de lance, mas houve desatenção.

– O segundo gol do Réver, nós temos uma jogada preparada. Sabemos que o Réver tem o diferencial, mas não houve a primeira marcação. Houve essa desatenção – disse o treinador do Bahia.

Com o gol de pênalti de Mendoza em rara jogada bem realizada no segundo tempo, o Bahia até conseguiu recuperar o prejuízo, mas, aos 31 minutos, sofreu mais um gol pelo alto e, a partir daí, se perdeu em campo. A equipe, que já não tinha o mesmo ímpeto nos contra-ataques como teve na etapa inicial (só finalizou uma vez em todo segundo tempo), já não atacava mais. E pior. Dava espaços. Sofreu o terceiro gol em lance duvidoso e o quarto quando já estava perdido em campo.

Tricolor fez bom primeiro tempo, mas caiu de rendimento na etapa final (Foto: André Durão)Tricolor fez bom primeiro tempo, mas caiu de rendimento na etapa final (Foto: André Durão)

Tricolor fez bom primeiro tempo, mas caiu de rendimento na etapa final (Foto: André Durão)

No fim das contas, não é possível criar um cenário de terra arrasada a partir do resultado contra o Flamengo, ainda mais pelo que o time apresentou no primeiro tempo. Mas a queda na tabela e proximidade da zona de rebaixamento não permitem ao Bahia ter tranquilidade. Resta ao time, como Carpegiani mesmo disse, “lamber as feridas” e procurar dar a volta por cima no clássico do próximo domingo, na Fonte Nova.

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