terça-feira, maio 17, 2022
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Análise: Corinthians vence, dá alívio a Mancini e vê rapidez na evolução de jovens defensores

Foi uma vitória de alívio para os jogadores do Corinthians, para a diretoria, mas principalmente para Vagner Mancini. Embora prefira não chamar para si a importância do resultado, o técnico precisava de um resultado incontestável contra um adversário grande para conseguir alguns dias de paz.

Assim, mesmo que não tenha sido contra o time principal do Peixe, fazer 2 a 0 no Santos na Vila, em vitória que não vinha desde 2014 (ou desde 2009 em estaduais), foi um bálsamo. E com um time recheado de garotos, como costuma acontecer (e aconteceu!) exatamente com o time praiano.

É importante contextualizar: em dois meses de nova temporada, o Corinthians venceu sete jogos, empatou cinco e só perdeu um, diante da Ferroviária. O aproveitamento é de 66,6% dos pontos. “Então por que a pressão e os protestos da torcida?”, alguém pode se questionar.

Por um desempenho que não vinha em jogos contra times como São Bento, Mirassol e Guarani, por jogos suados nas Copas (do Brasil e Sul-Americana) diante dos frágeis Retrô e River Plate-PAR e pela falta de uma atuação capaz de provar para os torcedores que, sim, dias melhores virão.

Santos x Corinthians fizeram clássico pelo Paulistão — Foto: Marcos Ribolli

Santos x Corinthians fizeram clássico pelo Paulistão — Foto: Marcos Ribolli

O Corinthians fez um bom primeiro tempo contra a Ferroviária, venceu o Ituano num jogo seguro e, agora, numa partida contra um dos seus arquirrivais, conseguiu decidir tudo na primeira etapa.

Ainda é cedo para conclusões, é claro. Vencer o Santos foi importante, mas é apenas um passo. Com aproveitamento de 70%, o time já está praticamente classificado para as quartas do Paulistão. Agora, mudará a chavinha para o duelo com o Peñarol, quinta, em casa, com o “time A”. Depois, domingo, jogará para defender o tabu contra o São Paulo em Itaquera com o “time B”. Novas oportunidades.

E por falar nelas, alguns meninos as estão aproveitando muito bem. João Victor, que subiu como zagueiro, vem se tornando um lateral-direito de muita segurança e ótima chegada ao ataque. Raul Gustavo, zagueiro canhoto autor do primeiro gol, fez partida perfeita atrás e também na frente.

Dois meninos de 22 anos. Lucas Piton, de 20, mas já há um ano integrado ao grupo, é outro que vem amadurecendo seu potencial. Participou do primeiro gol e tirou da cartola um gol de falta.

Lucas Piton e Ramiro em Santos x Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

Lucas Piton e Ramiro em Santos x Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

Curiosamente, embora a responsabilidade seja enorme por defender a meta e jogar à frente do ídolo Cássio, os jogadores de defesa parecem estar hoje um passo à frente dos meninos de meio para frente em relação à evolução. Talvez por terem pego uma estrutura já mais consolidada.

Xavier e Roni oscilam, enquanto meias e atacantes ainda vivem início de processo, como Vitinho, Adson, Gabriel Pereira, Rodrigo Varanda e Cauê. Mas nada que desespere Vagner Mancini.

A comissão tem visto muita vontade nos meninos e sabe que processos são mesmo demorados, cada um no seu ritmo. A presença de jogadores ainda longe de sua plenitude, porém, indica que o time pode vir a ter margem de crescimento ao longo do ano.

Para isso, dependerá de resultados que tornem dias tranquilos e do florescer dos novos talentos.

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