domingo, julho 3, 2022
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Análise: Inter demora a engrenar, mas dá resposta e alivia pressão com vaga encaminhada

Eram os primeiros minutos da madrugada de quinta-feira quando a goleada do Deportivo Táchira sobre o Always Ready jogou um elemento a mais de pressão sobre a delegação colorada no Paraguai. Não bastassem as duas derrotas seguidas, a virada sofrida no Gre-Nal, o protesto da torcida no dia anterior…

O Inter estava proibido de perder para o Olimpia em solo paraguaio, sob pena de praticamente dar adeus à Libertadores. E na maior turbulência com Miguel Ángel Ramírez, a equipe mostrou força para encaminhar a vaga nas oitavas de final com a vitória por 1 a 0 no Estádio Manuel Ferreira.

Uma vitória para além da classificação virtual e da retomada da liderança da chave. O elenco dá uma resposta em meio à instabilidade e afasta o que foi uma semana tumultuada com novo ânimo para tentar a virada no segundo clássico da final do Gauchão, no domingo, na Arena.

O Colorado entrou em campo sob o peso de não vencer fora de casa há um mês, de ainda não ter vencido como visitante na Libertadores e das duas derrotas recentes de virada. Especialmente o 2 a 1 no Gre-Nal passado, em pleno Beira-Rio.

Não à toa, o extravaso de Yuri Alberto ao marcar o gol da vitória. O atacante tirou a camisa e também uma tonelada das costas dos colorados. Depois, acabou expulso, verdade seja dita.

Yuri Alberto desabafa, tira camisa após marcar gol da vitória e depois é expulso — Foto: Staff Images / Conmebol

Yuri Alberto desabafa, tira camisa após marcar gol da vitória e depois é expulso — Foto: Staff Images / Conmebol

O ambiente conturbado pareceu pesar sobre uma equipe que se arriscou pouco na primeira etapa. O Inter teve 72% de posse de bola e as mesmas seis finalizações do Olimpia, com bem menos tempo. Sempre que se tentava jogar para frente, a jogada acabava nos pés dos zagueiros rivais.

O Inter só conseguiu encurralar o Olimpia e pressionar até abrir o placar quando teve um jogador a mais em campo. A partir da expulsão de Salcedo e também das entradas de Yuri Alberto e Mauricio.

A equipe, de fato, não foi brilhante. Longe disso. Mas mesmo com tudo a pesar, teve o controle do jogo desde a primeira etapa. Tanto que Ramírez disse que viu o Inter fazer sua partida mais “fiel” ao seu modelo desde que assumiu o clube.

Mas da beira do campo o treinador viu mais do que uma equipe que não abriu mão de seu estilo e insistiu em construir o jogo por baixo mesmo com dificuldades. Yuri e Mauricio tonaram o Inter mais agressivo com suas entradas.

Rodrigo Dourado em Inter x Olimpia — Foto: Staff Images/Conmebol

Rodrigo Dourado em Inter x Olimpia — Foto: Staff Images/Conmebol

Dois jogadores que entendem a maneira de jogar e dão mobilidade ao sistema ofensivo para abrir espaços. Armas que pedem passagem para um Gre-Nal em que a equipe precisa, mais do que hoje, mais do que nunca, marcar.Tivemos a paciência para encontrar espaços. O que nos custou foi abrir a partida. A partir daí, creio que estamos fazendo tudo como planejamos. Representa voltar a ser líderes do grupo. Ter na nossa mão a classificação e poder ter opções de classificar como primeiro do grupo.— Ramírez

O Inter está virtualmente classificado às oitavas de final da Libertadores e lidera o Grupo B, com nove pontos somados. O Colorado volta a campo pela competição na próxima quarta-feira, às 19h, quando enfrenta o Always Ready no Beira-Rio.

Antes, porém, tudo é Gre-Nal. O Inter enfrenta o Grêmio no domingo, às 16h, na Arena, pelo jogo da volta da final do Gauchão. A equipe precisa vencer por dois gols de diferença para ficar com o título. Uma vitória por um gol leva a decisão aos pênaltis.

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