quarta-feira, setembro 30, 2020

Análise: mal individual e coletivamente, Bahia sucumbe à defesa de um cascudo Ceará

A atuação instável não foi suficiente, desta vez, para segurar a vantagem e dar a vitória ao Bahia. Com, sobretudo, um segundo tempo abaixo da crítica, o Tricolor sucumbiu a um “cascudo” Ceará na tarde deste sábado e perdeu de virada por 3 a 1 no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste. Agora, vai ser “obrigado” a mostrar novamente o que todos acham que o time pode render para ficar com o título.

O Bahia teve apenas alguns lampejos de boa atuação neste sábado: uma tabela aqui, uma jogada bem feita de linha de fundo ali… Muito pouco. Tanto que o gol marcado, ainda no primeiro tempo, contou com a participação de dois jogadores. Flávio – o melhor do time na partida – roubou a bola e enfiou para Fernandão chutar e marcar.

Trapalhada entre Anderson e Juninho Capixaba deixa Fernando Sobral com gol limpo para empatar jogo — Foto: Felipe Santos/cearasc.com

Trapalhada entre Anderson e Juninho Capixaba deixa Fernando Sobral com gol limpo para empatar jogo — Foto: Felipe Santos/cearasc.com

Mas não que o Ceará tenha feito um belo jogo e envolvido o Bahia, principalmente no ataque. O time de Guto Ferreira mostrou o que todos sabem e foi competente: defesa bem ajustada e ataque cirúrgico para aproveitar oportunidades. E o Tricolor “ajudou” também com muitas dessas chances.

Ao largar na frente, o Bahia tinha a oportunidade de aproveitar possíveis espaços dados para o Ceará, que precisaria se abrir para buscar o empate. Mas isso durou apenas dois minutos, porque Juninho Capixaba e Anderson bateram cabeça e deixaram Fernando Sobral com o gol limpo para empatar.

No segundo tempo, chamou a atenção o espaço dado pelo sistema defensivo do Bahia. No segundo gol do Ceará, a bola girou de um lado a outro até Samuel Xavier encontrar Cléber nas costas de Lucas Fonseca para finalizar. No terceiro, uma falha inconcebível em final de campeonato. Um chutão de Fernando Prass se transformou em lançamento para Mateus Gonçalves fazer o que quis dentro da área e ampliar.

E o Bahia não conseguiu reagir aos golpes duros do Ceará. Roger colocou Rossi, Daniel e até Saldanha para mudar a cara de um time que não mostrava ter condição de se recuperar no jogo. Não foi só a falta de ideias na frente, mas os erros defensivos de um time que se caracteriza pela firmeza do seu sistema. Tanto que, até este sábado, não havia sofrido três gols em uma partida na temporada.

Com a vantagem do Ceará e promessa de um adversário ainda mais fechado para o jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira, o Bahia de Roger Machado vai ser obrigado a jogar muito mais do que vem jogando. E não somente por conta do que apresentou neste sábado, mas também nas quartas de final contra o Botafogo-PB e semifinal contra o Confiança.

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