segunda-feira, maio 16, 2022
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Análise: Vitória acua Vasco no campo de defesa e arranca empate no “abafa”

 Os números servem para auxiliar no entendimento do jogo. O Vitória terminou o embate contra o Vasco com 58% de posse de bola. Trocou, segundo o Footstats, 452 passes (415 certos) contra 386 (261 certos) do adversário. Finalizou 16 vezes (seis certas) contra apenas três do rival carioca. Números que mostram que a equipe de Vagner Mancini foi superior ao longo do confronto. E a história do jogo mostra por quê.

Levar um gol no início do jogo costuma ser uma grande dor de cabeça para o técnico Vagner Mancini. Primeiro, pelo abalo emocional, que o treinador vira e mexe evoca em entrevista coletiva. Segundo, pela imensa dificuldade que o Vitória tem de reverter a vantagem do adversário – das 15 vezes em que saiu atrás no placar nesta Série A, a equipe jamais conseguiu virar o jogo.

Há também o fator “estilo de jogo”. O Vitória, como todos sabem, é uma equipe essencialmente reativa. Compacta suas linhas no campo de defesa e espera por uma brecha para progredir em velocidade e ferir o adversário. Quando leva o gol, o cenário costuma se inverter. Aí é o adversário quem recua, e o Rubro-Negro é obrigado a propor o jogo.

Prova disso é que o Vitória terminou o primeiro tempo com mais posse de bola do que o Vasco – e iniciou o segundo tempo dessa forma. A equipe de Vagner Mancini passou a trabalhar a bola no campo ofensivo, com certa paciência até, mas, diferente de algumas oportunidades (Botafogo, Atlético-PR…), não conseguiu criar boas oportunidades de gol.

A melhor foi esse arremate de Juninho que Martín Silva defendeu (veja no vídeo abaixo).

Juninho solta a bomba na entrada da área e Martin Silva faz bela defesa aos 42' do 1º

Juninho solta a bomba na entrada da área e Martin Silva faz bela defesa aos 42′ do 1º

 E olha que o Vasco deu campo ao Vitória. Recuou demais e não foi eficaz nos contra-ataques, portanto não havia grande apreensão defensiva.

O ímpeto do Vitória foi ainda maior na segunda etapa, e também já com um pouco mais de organização. Mesmo assim, a sensação era de que o gol dificilmente sairia de uma jogada trabalhada, por isso Mancini mandou a campo André Lima para fazer dupla com Santiago Tréllez, um aviso claro de que queria bola alçada na área. E, diante de um adversário completamente fechado, a opção era perfeitamente compreensível.

Kanu virou atacante. O Vitória passou a jogar apenas com um volante. Mas nada, nada disso foi suficiente para superar a barreira vascaína.

A chance que parecia ser de ouro se apresentou para André Lima. David fez jogada pela esquerda e mandou a bola em sua cabeça, fundamento que ele domina. Mas ele mandou para fora, algo até certo ponto raro.

Inacreditável! André Lima sobe sozinho e cabeceia por cima do travessão

Inacreditável! André Lima sobe sozinho e cabeceia por cima do travessão

Uma segunda oportunidade André não desperdiçaria. Depois de cruzamento de Patric, a zaga vascaína bateu cabeça, e a bola novamente se ofereceu para o centroavante matou no peito e fuzilou Martín Silva.

André Lima domina no peito, chuta forte e empata a partida

André Lima domina no peito, chuta forte e empata a partida

 Ponto para uma equipe que em momento algum desistiu de buscar um ponto tão importante fora de casa. E fica a lição: se não vai na boa, vai na marra.
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