Após desistir do jogo, prefeitura de Volta Redonda diz que terá ajuda para receber confronto entre Flamengo e Vasco

Inicialmente a prefeitura de Volta Redonda chegou a pensar em não receber a partida entre Flamengo e Vasco pela Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, no próximo sábado, por questão de segurança. Mas o prefeito Samuca Silva disse que a cidade recebeu a confirmação de que terá ajuda da Polícia Militar do Rio de Janeiro e por isso confirmou a realização do clássico no estádio Raulino de Oliveira.

 A justitficativa inicial para não abrigar o clássico é que a cidade não tem contigente policial suficiente para cuidar da segurança de torcedores flamenguistas e vascaínos, especialmente porque ele ocorreria no feriado de Carnaval.”A polícia vai nos ajudar com o efetivo no dia e podemos ter o jogo”, disse Samuca Silva.

“Já recebemos no passado um clássico, mas essa questão de feriado e um grande público… é uma semifinal, um jogo de grande rivalidade. Isso que nos preocupou. Não participamos da reunião à tarde. O contingente da PM nos preocupava.
A gente tem de ter a responsabilidade de ter a atenção com o torcedor. A gente não tinha as garantias de ter o efetivo na cidade. É um feriado. Mas agora já temos”, prosseguiu.

Volta Redonda já tinha aceitado receber o confronto entre Madureira e Fluminense, também no sábado, na outra semifinal do torneio. Mas a partida foi remarcada para Xerém, no estádio Los Larios, para que o clássico fosse para o estádio Raulino de Oliveira.

A cidade virou uma alternativa para receber Flamengo x Vasco após o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro informar aos clubes e a federação carioca que não poderia fazer a segurança do duelo e, por isso, vetando o duelo no Engenhão .

Mais cedo a situação já havia irritado o presidente do Vasco, Eurico Miranda.

“A polícia diz que não pode dar segurança. Está claro a falência da segurança pública. Estou descontente com a constatação de que aquela [entidade] que dá a segurança, que é a PM, vem e declara que não tem condição de dar segurança em uma partida de futebol. Abstrai qualquer problema de violência externa. Isso precisa ser tratado. Quando a polícia vem e diz que não tem condição de dar segurança porque tem carnaval, futebol de praia, aí meu amigo…”, disse o presidente do Vasco após a reunião na tarde desta quarta.