Vantagem no placar, um jogador a mais em campo e com o adversário já tendo feito as três modificações possíveis. Esse foi o panorama a partir dos 2 minutos do segundo tempo no empate por 1×1 entre Fluminense de Feira e Bahia, no Joia da Princesa, quarta-feira (22).

O Esquadrão esteve vencendo o jogo até os 51 minutos do segundo tempo, quando sofreu o gol de empate. Muitos torcedores e parte da imprensa criticaram o técnico Guto Ferreira pela postura do time, principalmente na segunda etapa. O pedido para seus comandados controlarem o jogo, captado pelos microfones usados na transmissão da partida, foi o motivo da revolta.

Autor do gol tricolor, o zagueiro Eder, que atuou mais uma vez como lateral-direito, saiu em defesa de Guto, poupando o treinador da responsabilidade pelo resultado. “Ele orientou sim (a trabalhar a bola), mas nunca pediu para a gente parar de atacar. Ele pediu para a gente ficar com a posse de bola, mas com ofensividade, em direção ao gol. A gente tentou em muitas das vezes, mas não foi efetivo. Não teve competência para matar o jogo”, explicou.

Para Eder, o principal erro da equipe foi se acomodar diante das vantagens que adquiriu durante a partida. “Uma equipe como o Bahia não pode se acomodar independente do adversário. Que sirva de lição para a gente porque o Campeonato Baiano para uns é muito importante. O Bahia quer retomar a hegemonia e ser campeão”, afirmou.