terça-feira, maio 17, 2022
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Baiano Robson Conceição prioriza luta e deixa Copa do Mundo de lado

Preparando-se para a oitava luta profissional, o boxeador baiano Robson Conceição seguirá esquema tático rígido durante a Copa do Mundo de Futebol. Ao viajar nesta terça-feira, 5, para Miami, nos Estados Unidos, ele deixou claro que ataque e contra ataque ou o drible para iludir adversários ficarão restritos ao ringue já que sua rotina será treinar até o dia 30 deste mês, quando vai enfrentar o mexicano Edgar Cantu pela categoria super-pena (até 59kg).

O período de treinamento para o duelo em Oklahoma, nos EUA, coincidirá com os dias das partidas da Copa da Rússia. Nem a estreia da seleção brasileira, no dia 17, faz parte dos planos do campeão olímpico. “Eu não ligo muito para futebol nem na Copa do Mundo. Se der para ver o jogo, bem. Se não, vou focar no treinamento”, deu de ombros o atleta baiano.

A fase de preparação inclui lutar com dez ‘sparrings’, quatro dos quais já ‘finalizados’ em Salvador, restando seis para ele encarar nos Estados Unidos. “No meio desses últimos têm dois cubanos e alguns americanos, todos bons atletas. Vamos usar proteção para não machucar”, explicou.

Um dos principais sparrings locais é Matheus dias, de 18 anos, campeão brasileiro da categoria juvenil até 69kg. Com Robson desde 2016, Dias tem 10 kg a mais, mora no mesmo bairro do campeão olímpico e vai ao treino de bike.

“São 10 km de São Caetano, onde moro, até a academia, e dez de volta. Já chego aquecido para treinar”, explicou Dias, que revelou não aliviar a mão contra Robson para o próprio bem de ambos. “Vou com tudo. Uso toda a minha garra para aprender com ele e para que ele se supere ainda mais e vença no ringue”, justificou.

Com dez lutas programadas até o final do ano, Robson acredita que depois delas ficará apto a desafiar o ucraniano Vasyl Lomachenko, atual campeão mundial e velho conhecido. “Já vi algumas lutas dele e nos enfrentamos no Mundial de 2011. Ganhei dele no ringue, mas durante a madrugada, depois da luta, eles entraram com recurso e reverteram o resultado”, reclamou Robson.

lutador tem dedicado seis dias por semana de treinos com seu professor na academia Champion
Lutador tem dedicado seis dias por semana de treinos | Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE

“Foi um fato que nunca tinha ocorrido antes na história do boxe, essa de mudar o resultado da luta no tapetão. Então, na época, como Lomachenko era estrelinha da AIBA (Federação Internacional de Boxe Amador), a AIBA resolveu reverter o resultado”, completou o campeão olímpico, referindo-se à própria vitória, encerrada com o placar de 20 a 19, que passou a ser 21 a 20 para o ucraniano depois da intervenção polêmica da entidade do boxe.

O que considera injustiça serve de combustível para manter-se atento no cinturão. “Esquecer não tem como, mas já é uma motivação porque saber que ganhei do campeão mundial, me certifica de que tenho condições de vencer o melhor do mundo e um dia estar no topo”, contemporizou.

Por esse objetivo, o lutador tem dedicado seis dias por semana de treinos com o técnico Luiz Dórea, seu professor na academia Champion. “Estou indo para a oitava lutra. É possível que a gente termine o ano com onze lutas para 2019 ser o ano do título. Me sinto cada vez melhor preparado, e chegando a hora, vou estar pronto para trazer o cinturão mundial”, concluiu.

Sem férias desde a Rio-2016

Seu maior aliado nesse projeto é o técnico Luiz Dórea. “Robson é um atleta que não para de treinar, muito disciplinado. Acabou a Olimpíada do Rio e nem férias ele teve. É um atleta que vive para a família e para treinar. Já tem sete lutas, sete vitórias, quatro por nocaute. Agora, a próxima luta, é um adversário forte, experiente, resistente”, aanalisou Dórea, durante o último treinamento em Salvador.

O técnico ressalvou que essa série de lutas vem dando maturidade a Robson. E resistência, já que na fase olímpica ele estava habituado a concluir a luta em três rounds, agora, há lutas de quatro e até 12 rounds. Desafio a que está adaptado o mexicano Cantu, próximo adversário. “É rodado, acostumado a enfrentar outros grandes atletas. Tem duas derrotas e 80% de vitórias. Para ele, lutar contra Robson, um campeão olímpico, também é um trampolim. É a luta da vida dele”, afirmou Dórea.

Cantu possui cartel de sete vitórias, três derrotas e dois empates em 12 lutas como profissional. Soma duas derrotas consecutivas, a última delas para o americano Victor Morales Jr., por nocaute técnico, após desistência.

Mais flexível que o próprio Robson, o técnico Luiz Dórea acredita ser possível audiência à Copa. “Nossa prioridade é o treinamento, mas vamos tirar um tempinho para olhar o futebol, o esporte que o brasileiro ama e eu também. No dia do jogo do Brasil, a gente não vai parar. Adequa o treino ao horário do jogo para acompanhar a seleção” finalizou.

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