segunda-feira, maio 16, 2022
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Carpegiani explica mudanças no Bahia e critica recuo do time no segundo tempo

O recuo do Bahia após ter aberto o placar no jogo contra o Vitória, neste domingo, foi o que mais chamou atenção no segundo tempo do Tricolor. As mudanças feitas pelo técnico Paulo Cézar Carpegiani, com as entradas de Matheus Sales e Thiago Martins, nos lugares de Zé Rafael e Allione, respectivamente, chamaram o Vitória para o campo do Bahia, o que aumentou a pressão na equipe. Na coletiva de imprensa após o jogo, o treinador explicou as substituições e reclamou da postura da equipe.

– Fizemos um belo primeiro tempo. No segundo, tivemos o privilégio de fazer o gol e, a partir daí, o time adversário tentou buscar o gol. A primeira mudança que fiz foi em cima do Mendoza porque ele pediu pra sair. O Zé Rafael também pediu pra sair. Foram duas substituições que eles me pediram. Eu gostaria de ter deixado. Quando coloquei três zagueiros, a equipe pedia que eu fizesse aquilo porque as bolas alçadas estavam mano a mano. A segunda, com o Zé, tentei fechar. Primeiramente entrou o Régis, mas não era para estar cravado lá atrás. Tomamos um gol por ter muita gente na bola. Se tem ali atrás três pra dois ou três pra três…. Cravamos muito atrás, Mancini fez as substituições não admitindo a derrota e, nós, com tudo isso que aconteceu no jogo, tivemos o privilégio de vencer depois. Contra o Corinthians também tivemos esse problema. Cravamos lá atrás e saímos para contra golpear. Eu não gosto disso. Coloquei três zagueiros, mas nunca treinei isso com eles. O que eu digo a vocês é que a gente cravou em demasia – explicou o treinador.

Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1, neste domingo, no Barradão (Foto: Marcelo Malaquias/Divulgação/EC Bahia)Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1, neste domingo, no Barradão (Foto: Marcelo Malaquias/Divulgação/EC Bahia)

Tricolor venceu o Vitória por 2 a 1, neste domingo, no Barradão (Foto: Marcelo Malaquias/Divulgação/EC Bahia)

Além do recuo deliberado dos jogadores, Carpegiani também reclamou do gol sofrido da equipe, que foi originado em uma cobrança de escanteio.

– A bola parada, realmente, é o coração na mão. Não pode acontecer isso. Tomamos o gol de empate naquela mesma forma. E aí, por incrível que pareça, a gente que estava atrás, ao tomar o gol, saiu. Então é uma coisa psicológica também. A minha substituição que eu gostaria de ter feito era o centroavante. Colocar o Edigar na ponta direita e o Mendoza na outra, mas começaram a pedir que estavam mortos, cansados. Eu fui deixando, mas tive que fazer a substituição.

Com o triunfo deste domingo, o Bahia chegou aos 38 pontos conquistados e ocupa agora a 12ª colocação. A equipe volta a campo no domingo, quando enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo outros temas abordados na coletiva de Paulo Cézar Carpegiani

Régis
– Régis é um belíssimo jogador. Falo pra ele: preciso saber como você está. É um jogador diferenciado. Estou esperando que ele esteja bem para encontrar uma solução para ele poder jogar. A única dúvida é aguentar o ritmo de 90 minutos. É um jogador tão titular quanto os outros. É uma questão só de sentir seguro de iniciar e terminar o jogo. Disse exatamente isso a ele.

Comportamento do time
– Cobro muito deles que a gente tenha a obrigação e enfrentar o adversário dentro ou fora de cada com a mesma obrigação de conseguir a vitória. Alguns jogos não permitem isso. É esse equilíbrio que temos que encontrar. Nossa concentração é o Fluminense. Vamos buscar os pontos necessários. Hoje foi o primeiro jogo que disputamos valendo seis pontos, com aquela turma mais de baixo. É óbvio que aspiramos alguma coisa. Nesse momento temos que dar o passo na escada sem subir dois degraus.

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