segunda-feira, janeiro 17, 2022
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Carpegiani pede cabeça erguida e lamenta derrota em casa: “Coisas não deram certo”

Bahia não esperava se despedir da Arena Fonte Nova assim. Com campanha feita, público de mais de 37 mil pessoas, o Tricolor queria fazer sua última partida no estádio na temporada com uma atuação de gala: bater a Chapecoense e se manter viva na disputa pela Libertadores de 2018. Mas não foi bem assim.

Em casa, a equipe baiana sofreu diante da Chape, que aproveitou a chance criada no primeiro tempo para fazer o único gol do jogo. Edigar Junio ainda perdeu um pênalti na segunda etapa. Com o resultado, o Bahia é o 11º colocado, com 49 pontos.

Após a partida, Carpegiani lamentou o resultado, mas afirmou que não quer o elenco de cabeça baixa. Ele destacou o empenho dos jogadores e as dificuldades impostas pelo adversário. Mas admitiu: as coisas não funcionaram como planejado.

– Hoje convivemos com o outro lado da medalha. O outro lado da medalha é a tristeza, não conseguir o objetivo melhor, que era a vitória. Não fizemos um bom primeiro tempo, afunilamos demais. No segundo tempo, melhoramos bastante. Tivemos momentos pontuais que poderíamos ter empatado e teríamos grandes possibilidades de virar. Jogadores que decidiram jogos importantes, as coisas não correram como queríamos. Temos o direito de errar, lamentamos. Falei para eles que não queria ninguém de cabeça baixa. Pedimos desculpas à torcida. Nós jogamos mal contra o Sport, jogo totalmente atípico. E hoje não. Com o apoio da torcida, fizemos um bom segundo tempo, criamos oportunidades; na hora pontual de fazer os gols, tivemos dificuldades. Isso talvez não justifique. O time brigou, lutou, teve dificuldades, enfrentamos uma equipe bem armada, fechada. A partir de determinado momento, o próprio treinador, que trabalhou comigo, disse que teve que fechar a casinha. Fechou. Tentamos. A equipe [Chape] é definida dessa forma, vem conseguindo belos resultados, uma grande campanha em função disso. Perdemos hoje com uma equipe bem montada. Temos que lamentar pela torcida, pelo último jogo em casa. Lastimamos e tivemos apoio até o fim do jogo, com dificuldades normais que tivemos no segundo tempo, expulsão, etc. Mas a equipe lutou. Hoje as coisas não deram certo.

Diante da derrota deste domingo, o Bahia não tem mais chances de brigar pelo G-7, já que o Vasco tem 53 e é o primeiro time do seleto grupo. Apesar disso, o Tricolor ostenta a marca de ter feito sua melhor campanha no Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Isso poderia até ser um consolo para o treinador… Mas ele não pensa dessa forma.

A primeira coisa que Carpegiani tem em mente é não desistir e pensar grande. Se ainda há chance de haver um G-9, caso o Flamengo seja campeão da Sul-Americana e o Grêmio leve a Libertadores, é dever do Bahia continuar trabalhando por isso. Contentar-se com a melhor campanha da equipe nos últimos anos não é uma opção.

– Consolo, nossa campanha? Não gostaria desse consolo. Gostaria de aspirar até a última rodada com mais oportunidades, dependendo das nossas forças. Não dependemos mais [somente das próprias forças] para chegar ao G-9, se Grêmio e Flamengo vencerem. Em função disso, temos a obrigação de ter continuidade. Vamos treinar nesta semana visando à partida contra o São Paulo. Depois a gente vê o que acontecer – decretou.

O Bahia volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o São Paulo no Morumbi. Para a partida, a equipe não terá Zé Rafael, Eduardo e Feijão, que vão cumprir suspensão.

Confira abaixo outros trechos da entrevista coletiva de Carpegiani.

Opção por Vinícius como titular
– Quando você enfrenta uma equipe como essa, bem definida, bem postada atrás, propicia o contra-ataque. Você planeja ter a bola, com jogadores mais técnicos, que teriam possiblidade de manejar a bola, trabalhar com serenidade para poder chegar ao gol. Optei por um meia mais agudo, mas as coisas não fluíram. Tivemos dificuldade. Acho normal. Não quero entrar em detalhes para não falar de coisas internas que vou discutir com eles [jogadores]. Não quero falar abertamente o que aconteceu. A opção era pelo mais técnico, criativo, talentoso, em detrimento do volante. Não deu. No segundo tempos, fizemos forte no meio. A chape tentou se fechar mais, e tomamos conta do jogo. Posse de bola não é suficiente. Fico satisfeito porque a equipe tentou, tivemos posse, criamos, mas não fizemos. Estaria lamentando se não tivéssemos posse, se não tivéssemos criado. Criamos. Tivemos dificuldades normais, contra uma equipe fechada, dificuldades demais. Faltou um pouco isso hoje, arriscar mais. Essa foi a opção da minha escolha. Mas realmente, nos primeiros tempos dos jogos, sempre tivemos mais dificuldades no primeiro tempo. Prefiro terminar o jogo jogando melhor do que escolher o primeiro tempo bom e um segundo ruim. Prefiro terminar jogos bem, isso dá motivação e tranquilidade ao grupo.

Queda de rendimento após os 46 pontos
– Eu teria que dizer algo um pouco forte… O que cobro muito deles é que quero que pensem grande, porque o Bahia é grande. Quero que pensem de acordo com a grandeza do Bahia. Não podemos nos contentar. Temos a Sul-Americana. Mas a meta é sempre maior. Não é porque conseguiu fugir daquilo que todos os clubes, no início, fogem… Qualquer grande agremiação pensa em somar o maior número de pontos, quer iniciar bem, para não ficar atrás e ter que correr atrás. Nós, quando atingimos isso… Ao responder nos dois jogos, que perdemos, depois de ter já atingido 46 pontos, tivemos oportunidades de ganhar. Era coincidência. Tenho obrigação de pensar grande devido à grandeza do Bahia.

Melhor campanha nos pontos corridos foi dever cumprido?
– Dever cumprido, não. Foi obrigação nossa a campanha que fizemos. Tivemos, na minha estada, esses jogos todos, não fizemos mais nada do que obrigação. Pode estar seguro disso. A gente lamenta, vamos lamber as feridas, levantar a cabeça e ir ao último jogo. Alguns jogadores importantes saíram. Vamos tratar de remontar o grupo, fazer o último jogo, e vamos pensar em vitória. Se tem G-9 e estamos em 11º, não jogamos a toalha. Não estamos satisfeitos com nossas apresentações, as duas últimas. A gente sente isso, transmite à torcida, mas a campanha é obrigação nossa, devido à grandeza do Bahia.

As substituições
– Você chega em um momento… O Edson entrou no lugar do Vinícius, colquei dois atacantes, trouxe o Mendoza para frente, o Allione de um lado e o Zé do outro. Fizemos um 4-4-2. Tentando compactar, não deixando que houvesse distância entre os dois atacantes e o meio. Tivemos uma disposição boa no segundo tempo, arrancamos com três oportunidades claras de gol, mas não fizemos. A torcida veio junto, nos levou, e, logo de início, tínhamos três ou quatro oportunidades claríssimas de gol. Não fizemos. Se fizéssemos, tínhamos a possibilidade de virar. Não fizemos. Depois é natural, pela exigência, cansaço, correr atrás de uma equipe que teve pouco a bola, se comportou de uma maneira composta, definida, propícia ao contra-ataque. Sabíamos do risco que corríamos. As substituições foram devido ao cansaço. Coloquei um centroavante a mais, questão de opção. No segundo tempo, estava redondo, bem. No primeiro tempo, erramos passes primários. No segundo tempo, as subsituições foram mais por cansaço, buscar uma coisa diferente no jogo, que estava pedindo. Não foi questão por estar mal.

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