Cássio falha, culpa barreira com ofensas, e Corinthians empata com a Ponte Preta

Com o desgaste após a viagem para Cuiabá, o técnico Fábio Carille optou por poupar alguns dos jogadores na partida contra a Ponte Preta, em Campinas. Mas uma falha de comunicação entre jogadores que são considerados titulares, quase causou a segunda derrota do Corinthians no Campeonato Paulista.

Jadson e Maycon não formaram a barreira como Cássio pediu no primeiro tempo. Lucca cobrou, o goleiro falhou e depois criticou os companheiros com um palavrão. Contudo, o zagueiro Léo Santos, criado na base, marcou no segundo tempo e definiu o empate em 1 a 1.

Com o resultado, o Corinthians segue na liderança do grupo A, agora com 19 pontos, oito a mais que o Botafogo de Ribeirão Preto. Com 15, a Ponte Preta é a primeira no grupo D, com dois de vantagem para o Mirassol, e cinco a mais que o Santos.

Na primeira etapa o Corinthians teve mais posse de bola, mas a Ponte Preta foi melhor e criou muitas chances, justificando a vantagem obtida antes do intervalo. Foram 10 finalizações do time da casa contra apenas quatro do visitante, que praticamente só tentou após estar atrás no placar.

Cássio teve trabalho desde os primeiros minutos, e Ravanelli levou perigo em dois chutes que passaram muito perto do gol. O primeiro aos 16, após desarmar Léo Principe na intermediária, e o segundo aos 19, quando Pottker parou no goleiro do Corinthians e Ravanelli ficou com o rebote e acabou errando o alvo por muito pouco.

Aos 35 a pressão daria resultado. Com uma falta perigosa para cobrar, Cássio colocou Maycon e Jadson na barreira, mas os jogadores não ficaram em suas posições. Lucca aproveitou, contou com a falha do goleiro, que caiu atrasado, e abriu o placar contra sua ex-equipe.

Na saída para o vestiário, Cássio criticou o companheiros escolhidos para formarem a barreira e não aliviou nas palavras ao explicar o lance: “Eles sairam. Botei duas porras para ficar na barreira, e eles sairam da bola”.

  • Empate na base da base

Na segunda etapa, o Corinthians continuava apresentando os mesmos problemas da primeira metade da partida. A Ponte quase ampliou aos 9 minutos, com Pottker errando o alvo na finalização de cabeça após cruzamento de Jeferson.

Aos 16, a primeira boa chance do Corinthians. Após cobrança de escanteio, a bola foi desviada na marca do pênalti e, na entrada da área, Maycon tentou de cabeça, mas Aranha, em dois tempos, fez a defesa.

Aos 20 minutos, Balbuena sentiu dores e pediu para ser substituído. Carille colocou Léo Santos, formando, com Pedro Henrique, uma defesa apenas com jogadores criados na base do clube. Pois o camisa 14 seria ainda o responsável pela igualdade.

Aos 32, Jô recebeu dentro da área e fez bem a função de pivô, rolando para Léo Santos. O zagueiro puxou para o meio e bateu no contrapé do goleiro Aranha, que apenas observou a bola entrar.

  • Na sequência

O Corinthians volta a campo na quinta-feira, pela Copa do Brasil. Depois de vencer por 2 a 0 na Arena Pantanal, a equipe de Carille pode até perder por um gol na partida de volta contra o Luverdense, às 19h30 (de Brasília), em Itaquera.

Pelo Paulista, a Ponte Preta joga no sábado, mais uma vez no Moisés Lucarelli, às 18h30, contra o Novorizontino. Já o Corinthians entra em campo no domingo, contra a Ferroviária, às 16 horas, na Fonte Luminosa, em Araraquara.