quinta-feira, maio 19, 2022
BNR-728X90-RENOVACAO---SOCIAL
BNR-728X90-RENOVACAO---ILUMINACAO
BNR-728X90-RENOVACAO---PAVIMENTACAO
HomeVitóriaCedric supera nervosismo contra a Chape: “Não como reggae de ninguém”

Cedric supera nervosismo contra a Chape: “Não como reggae de ninguém”

O jovem lateral-direito Cedric foi a grande surpresa da escalação do Vitória no triunfo sobre a Chapecoense, na última quarta-feira, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com Lucas em baixa pelas falhas cometidas ao longo do ano, Vagner Mancini precisou mudar e apostou no atleta de 20 anos, criado na Toca do Leão, como solução para os problemas da equipe.

A partida contra a Chape foi a quarta da carreira de Cedric como profissional, e marcou a estreia do jogador na Série A. O jogo era considerado um confronto de seis pontos, uma vez que os dois times brigavam para se afastar da zona de rebaixamento. Diante do cenário, nada mais natural que o nervosismo do lateral, que até semana passada trabalhava com o grupo Sub-20.

– Logo no começo do jogo errei o primeiro passe. Pensei que não seria meu dia. Mas meus companheiros passaram confiança, fiquei mais ligado no jogo e errei bem menos – contou Cedric nesta quinta-feira, na primeira entrevista coletiva que concedeu na carreira.

Cedric foi um dos destaques do Vitória na Copa São Paulo deste ano, foi promovido ao grupo profissional e chegou a atuar pela Copa do Nordeste, na goleada sobre o Ferroviário. Depois, se machucou, perdeu espaço e não ganhou chances nem mesmo quando Lucas estava fora por lesão. No período, voltou a atuar com o Sub-20. Mesmo “rebaixado”, ele conta que não se desmotivou.

– Nenhum momento me abati. A gente pode dar um passo para trás para dar dez para frente. Pude voltar com meus companheiros, pegar mais ritmo de jogo, no profissional não estava tendo esse ritmo, não estava jogando, estava apenas treinando. No sub-20, que agora está com o sub-23, pude jogar mais.

Cedric concedeu coletiva pela primeira vez na carreira (Foto: Maurícia da Mata / Divulgação / EC Vitória)

Cedric concedeu coletiva pela primeira vez na carreira (Foto: Maurícia da Mata / Divulgação / EC Vitória)

– Sou um cara aguerrido, forte no ataque, forte na defesa, não como reggae de ninguém.

No próximo sábado, às 21h (de Brasília), o Vitória encara o Corinthians em São Paulo. Cedric deve ser mantido entre os titulares, mas não se assusta em ter pela frente o atual campeão brasileiro. Com o bom “baianês”, ele avisa que não se intimida fácil.

– Não pesa. Desde a base a gente vem tendo esses jogos fortes, venho me preparando. Contra o Corinthians é partir para cima.

Com 11 pontos, o Vitória deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão. O Corinthians tem 15 pontos, aparece na primeira metade da tabela de classificação, mas vive momento instável desde a saída do técnico Fábio Carille, que deixou a equipe paulista para trabalhar no Al Wehda, da Arábia Saudita.

Confira outras declarações de Cedric:

Origem do nome

– Minha mãe tinha uma colega que ia ter um filho e ia colocar o nome Patric. Ela falou pra minha mãe colocar Cedric. Meu primeiro nome é Ilson, assim como meu pai, que é Ilson Esdras.

Avisou a alguém da titularidade?

– Meu pai é torcedor do Vitória. Só falei com meu pai e minha mãe, não espalhei para ninguém. A expectativa foi muito grande, pegou de surpresa, mas estava preparado, treinando forte para que quando a oportunidade aparecesse eu pudesse agarrar.

Colegas da base

– A galera da base tem eu, Hebert, Eron. Ramon e José Welison estão mais agrupados, já estão há mais tempo [no profissional]. A gente fica mais na nossa, estamos subindo. Mas os companheiros chamam para a gente se integrar mais, participar da resenha.

Amizade com algum profissional?

– Dos profissionais não tenho. Só com o pessoal da base. Mas todos vêm e conversam comigo.

Jogo contra o Corinthians

– Se for de começar o jogo, estou bem preparado. A opção é do técnico.

Jogos no Barradão

– Não como reggae de ninguém. Esse território é do Vitória e não passa nada.

Apelido de “Cabeção”

– Esse apelido fica só entre a gente, na resenha mesmo.

Rejeição na base do Bahia

– A outra equipe não me quis, foi até o [Newton] Motta que estava lá. Disse que eu era pequeno, não tinha porte de jogador. Vim para o Vitória, fiz o primeiro teste não passei, fiz o segundo e não passei. No terceiro eu já estava quase desistindo de jogar, mas meu pai e minha mãe disseram para não desistir, para seguir em frente, e pude passar no teste.

Pai reclama do nervosismo

– Chegou em casa e meu uma chamada. “Rapaz, ficou nervoso? Logo no primeiro toque na bola errou”. Mas depois ficou de boa.

- Advertisment -
WhatsApp Image 2021-08-18 at 5.26.23 PM
Screenshot_3
549874643216798-4
f54459f1-2954-40f7-b3a6-7858147561ae
IMAGEM

Mais lidas