segunda-feira, janeiro 17, 2022
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Chape larga na frente na Recopa

Uma festa completa. Sem tirar, nem pôr. Como todos os ingredientes que o tão esperado encontro entre Chapecoense e Atlético Nacional merecia ter. E, óbvio, com vitória brasileira. A partida que durou muito mais do que 90 minutos teve homenagem aos colombianos durante todo o dia em Chapecó, aplausos no gol sofrido pelo time da casa, e um 2 a 1 redentor da Chape, na noite desta terça-feira, na Arena Condá, pela decisão da Recopa. Reinaldo e Luiz Otávio colocaram o Verdão em vantagem na disputa pelo título, enquanto Macnelly Torres descontou.

PANORAMA

Com a vitória, a Chape vai para Medellín com a vantagem do empate para garantir o título da Recopa. O regulamento da competição não premia o gol qualificado fora de casa e a grande decisão acontecerá no próximo dia 10 de maio, no estádio Atanasio Girardot, o mesmo que em 30 de novembro se rendeu em solidariedade a tragédia com o avião da LaMia.

PRIMEIRO TEMPO

Vagner Mancini ousou e apostou pela primeira vez na Chapecoense com João Pedro improvisado no meio-campo e Apodi na lateral. A estratégia que deu certo no decorrer das vitórias sobre Brusque e Figueirense tornou a equipe mais precavida defensivamente e veloz no ataque. A intensidade das últimas partidas não foi possível diante da qualidade técnica dos colombianos, mas o Verdão se aventurou para fazer valer o mando de campo.

Marcando no campo de ataque, a Chape dificultava a boa troca de passes da saída de bola do Nacional e apostava nas jogadas pelo lado direito. Paciente, os visitantes levavam perigo nos contragolpes e chegaram a abrir o placar em vacilo de Artur. Menos mal que Bocanegra estava impedido. O mesmo Bocanegra que no lance seguinte, aos 23, colocou a mão na bola em finalização de João Pedro e fez pênalti. Reinaldo na bola, gol da Chape: 1 a 0. Vantagem que fez o Verdão administrar o placar, não correr riscos e apostar no contra-ataque, mas sem mudança no placar até o intervalo.

SEGUNDO TEMPO

A Chape voltou para o segundo tempo e continuou forçando o jogo com Rossi pela direita. O Atlético Nacional também não mudou a estratégia, e ignorou o ambiente quente da Arena Condá com trocas de passes pacientes em busca de espaços. Espaço que Macnelly Torres achou para limpar e chutar bonito, no ângulo de Artur. Golaço e aplausos dos torcedores locais. A desvantagem parecia ter desestruturado o Verdão. Até que os colombianos deram uma vacilo: permitiram a bola aérea.

Escanteio pela esquerda, Reinaldo na bola e cobrança perfeita para Luiz Otávio voar e testar firme. Aos 28, dois minutinhos depois do estádio reverência as vítimas de 29 de novembro no minuto 71. Festa completa.

DE ARREPIAR!

A decisão da Recopa durou muito mais do que 90 minutos. Desde o início da tarde, uma série de ações tomou conta de Chapecó, garantindo a emoção da festa. Cerca de duas horas antes de a bola rolar, um abraço simbólico abriu as ações na Arena Condá, que recebeu ainda o “show da gratidão”, com referências às 71 vítimas de 29 de novembro e agradecimento ao apoio dos colombianos na época do acidente. De arrepiar!

“NÃO ESPEREM UM AVIÃO CAIR…”As homenagens antes de a bola rolar tiveram um ponto alto quando os sobreviventes, Neto, Follmann, Alan Ruschel e Rafael Henzel estiveram em campo. Cada um teve um minuto com o microfone nas mãos, e coube ao zagueiro, o último encontrado e o último a falar, dar o recado mais marcante:

– Não esperem um avião cair para dizer eu te amo para alguém, para pedir perdão, para dar um abraço…

 

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