Com 27 mil pessoas e jogaço, Fluminense vence nos pênaltis e é campeão da Taça Guanabara

Ameaçaram com torcida única.

Depois em cancelá-lo.

E, por fim, até mesmo em fechar os seus portões. As autoridades tentaram de tudo para privar o torcedor do espetáculo que foi o Fla-Flu na final da Taça Guanabara neste domingo, no estádio Nilton Santos. No fim das contas, venceu o futebol em um clássico que não ficou devendo em nada para a tradição do clássico. Em jogaço eletrizante, Fluminense e Flamengo ficaram no empate em 3 a 3 no tempo normal.

Nôs pênaltis, o time das Laranjeiras levou a melhor, ganhou por 4 a 2 e foi campeão.

Repetimos mais uma vez: jogaço.

E título mais do que merecido para o Flu, que não havia sofrido nenhum gol em sua caminhada até aqui, superou as falhas defensivas e o desfalque de Gustavo Scarpa e contou com um futebol insinuante para levar a melhor em campo. De quebra, ainda faturou R$ 1 milhão com a conquista.

A vitória tricolor premiou, especialmente, a excelente atuação do meia-atacante Wellington Silva, o mesmo que deixou o clube aos 16 anos por R$ 10 milhões para o Arsenal e voltou agora aos 24, mais maduro, para brilhar. Foi um dos nomes da partida com um gol e uma assistência.

Ele abriu o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo, aproveitando sobra de cobrança de falta de Diego, arrancando em velocidade do meio-de-campo, deixando Pará no chão e batendo na saída de Alex Muralha para marcar.

Golaço.

A resposta do Flamengo foi imediata. Em cobrança de falta de Mancuello, o goleiro Julio Cesar saiu de forma equivocada, Rafael Vaz encontrou Willian Arão sozinho mais atrás e ele deixou tudo igual com o gol vazio aos oito.

Em bola agarrada de forma irregular por Muralha dentro da área, o equatoriano Sornoza quase fez e acertou a trave aos 16.

Aos 23, o Fla não perdoou. Em descida pela direita, Pará mandou na área, Paolo Guerrero cabeceou e Julio Cesar espalmou. No rebote, Everton teve apenas o trabalho de estufar a rede.

O atacante peruano era o destaque rubro-negro no Engenhão, mas vacilou aos 31 ao tocar com a mão dentro da área e fazer pênalti. O centroavante Henrique Dourado foi para a cobrança e chutou no canto para empatar mais uma vez o placar.

Antes da saída para o intervalo, aos 40, Wellington recebeu na intermediária do Flu e fez enfiada de primeira para deixar o lateral Lucas, que penetrava na cara de Muralha, para virar novamente o jogo e pôr o time tricolor na frente.

No retorno para o segundo tempo, o ritmo do jogo não foi o mesmo e seguiu sonolento até os 20 minutos.

Mesmo com substituições, o Flamengo não conseguia reagir e ainda pediu a marcação de pênalti em finalização de Diego dentro da área, aos 33, sem sucesso. Disparado o melhor em campo do lado rubro-negro, Guerrero surgiu e manteve a equipe no páreo ao voltar a igualar o placar em cobrança de falta perfeita aos 39, sem chance para Julio Cesar, que nem se mexeu.

Foram 27.549 mil pessoas no Nilton Santos para uma renda de 1.258.830 milhão. É o terceiro maior público do estádio no ano.

Com o título nos pênaltis, o Fluminense garante vaga direta na semifinal do Campeonato Carioca.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 3 (4) X (2) 3 FLAMENGO

Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de março de 2017, domingo
Hora: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa e Luiz Claudio Regazone
Cartão Amarelo: Richarlison(Flu);Everton, Trauco(Fla)
Gols:
FLUMINENSE: Wellington Silva, aos quatro, Henrique Dourado aos 31 e Lucas aos 40 minutos do primeiro tempo
FLAMENGO: Willian Arão, aos sete e Everton, aos 23 minutos do primeiro tempo; Guerrero, aos 39 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Julio Cesar; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Pierre e Sornoza(Marquinho); Richarlison, Wellington Silva(Marquinhos Calazans) e Henrique Dourado(Marcos Junior). Técnico: Abel Braga

FLAMENGO: Alex Muralha; Pará, Rafael Vaz, Réver e Trauco(Felipe Vizeu); Rômulo, William Arão, Mancuello(Gabriel), Diego e Éverton; Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo