quinta-feira, maio 19, 2022
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Duelo que tornou Corinthians e Inter rivais ferrenhos só tem um jogador que segue em um dos clubes; Veja quem ele

Um dos jogadores que estará em campo às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, na Arena Corinthians, em duelo pela quarta fase da Copa do Brasil, pode explicar aos demais os motivos que fazem de Corinthians e Internacional rivais que se odeiam tanto e o motivo pelo qual a classificação para as oitavas de final terá um sabor especial – o primeiro jogo terminou com empate por 1 a 1, em Porto Alegre, há uma semana. O atacante Jô, hoje com 30, tinha apenas 18 anos quando testemunhou o nascimento da rixa.

Foi em 2005. Naquele ano, os times disputavam o título do Brasileiro de forma bem acirrada. Os colorados já acusavam os alvinegros de terem se beneficiado com a anulação de 11 partidas apitadas por Edílson Pereira de Carvalho, que foi pego em um esquema que envolvia a manipulação de resultados para favorecer apostadores.

 Mas a situação piorou após um empate entre eles por 1 a 1, no Pacaembu, a duas rodada do final. Um pênalti cometido pelo goleiro Fábio Costa no meia Tinga, que foi ignorado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas acabou por evitar o que poderia ser a virada dos gaúchos. O jogador ainda foi expulso porque a arbitragem entendeu como simulação. O resultado manteve os corintianos na liderança e os colorados na segunda colocação.

Foi assim até o encerramento do Brasileiro. A taça acabou mesmo no Parque São Jorge, enquanto o Beira-Rio teve de amargar mais um ano na fila do Nacional.

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O goleiro Fábio Costa dá um carrinho em Tinga, no Pacaembu, em 2005
O goleiro Fábio Costa dá um carrinho em Tinga, no Pacaembu, em 2005

Ao longo dos anos a rivalidade aumentou. Muitos corintianos acusaram jogadores do Internacional de terem facilitado o jogo para o Goiás vencer em 2007, quando o time alvinegro disputava ponto a ponto contra os esmeraldinos a permanência na Série A do Brasileiro. O triunfo frente aos gaúchos acabou rebaixando a equipe paulista.

Em 2009, novo capítulo. A rivalidade virou “DVD” – quando a diretoria colorada compilou lances de jogos em que a arbitragem favoreceu os alvinegros antes da decisão entre eles da Copa do Brasil. A pressão não deu certo e a taça foi para o Parque São Jorge.

No ano passado, no episódio mais recente da rivalidade, os corintianos comemoraram de forma especial a vitória por 1 a 0 contra o Inter, em Itaquera, com um pênalti bastante polêmico porque o resultado praticamente empurrou o rival para o rebaixamento no Brasileiro – o que só foi se confirmar na rodada final do torneio.

O fato é que nunca mais um jogo entre os dois clubes foi tranquilo.

Com 18 anos, Jô era reserva no Corinthians de 2005. Havia estrelas como Mascherano, Roger, Carlos Alberto, Tevez e Nilmar. Mas no jogo do 1 a 1 ele chegou a atuar. Entrou em campo a dez minutos do final, substituindo o volante Bruno Octávio.

Foi uma atuação discreta, tanto que o nome do atacante não foi citado nos relatos da época. Além disso, todo o espaço foi para o erro cometido para a arbitragem.

Mas Jô já conhecia o Internacional de outros “Carnavais”.

Em 2003, quando tinha apenas 16 anos e era ainda uma aposta, marcou o seu primeiro gol diante do rival gaúcho. Isso foi em 24 de agosto de 2003, no Pacaembu, pelo Brasileiro.

O time paulista venceu por 3 a 1, gols de Wilson, duas vezes, e Jô (fez o último). Jefferson Feijão havia aberto o placar. O atacante tinha exatos 16 anos, cinco meses e um dia.

“A emoção foi enorme. Você começar a voltar no tempo em um jogo desses e ver que tudo valeu a pena. Foi muita alegria. Menino, eu sonhava em marcar um gol e correr para a Gaviões da Fiel para comemorar, como os meus ídolos faziam no Pacaembu. Quando fiz o gol pelo Corinthians, que é o time do meu coração, eu saí correndo direto para torcida. Foi muito gratificante”, relembrou Jô para a reportagem.

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Jô comemora gol do Corinthians contra o Inter, no Pacaembu, em 2003
Jô comemora gol do Corinthians contra o Inter, no Pacaembu, em 2003

A estreia havia acontecido um mês antes, em 19 de julho de 2003, contra o Guarani, no Pacaembu, também pelo Brasileiro. O time paulistano venceu por 1 a 0, gol de Abuda. Jô tinha exatos 16 anos, três meses e 26 dias de vida, tornando-se o mais jovem a vestir a camisa do Corinthians entre os jogadores profissionais.

“Eu comecei no Corinthians ainda criança e estreei no profissional com 16. Entrei no lugar do Abuda. Eu estava no infantil do Corinthians e tinha o objetivo de ser profissional, mas não esperava que ia ser tão rápido. A alegria foi imensa, ainda morava na Cohab e meio sem acreditar muito quando o [técnico] Geninho foi no CT da base e disse que eu estaria relacionado”, recordou o atacante.

Na primeira passagem pelo Corinthians, Jô ficou de 2003 a 2005, sendo campeão do Brasileiro de 2005. Retornou ao clube em novembro do ano passado, já sabendo que só poderia estrear na temporada de 2017. Desde então foram 136 jogos e 23 gols.

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