Aos 35 anos, 18 deles como jogador de futebol, desde que começou no Guarani, em 1999, ele vive uma das melhores fases da carreira – tudo isso mesmo depois de quatro cirurgias no joelho ao longo dos anos e de ter sido “aposentado” por muitos quando rescindiu com o Santos, no início de 2015, após cinco anos na Baixada.

Atualmente, ele tem uma briga ingrata na disputa de posições no Palmeiras. Afinal, tem que buscar espaço em meio à melhor dupla de zaga do último Campeonato Brasileiro: Vítor Hugo, recentemente convocado pela seleção brasileira, e Yerry Mina, titular da seleção colombiana. Ambos muito mais jovens, com mais explosão muscular, mais velocidade…

Mas Dracena parece dar de ombros para tudo isso. Neste ano, já fez sete jogos, todos em altíssimo nível. Com ele em campo, o Palmeiras ganhou cinco partidas, empatou uma e só perdeu uma.

E tudo isso levando só quatro gols: média de 0,57 por duelo.

Dá para dizer que ele é titular?

“Temos que ver o que é melhor para o Palmeiras, não importa quem joga ou não. Vai precisar de tudo mundo e todo mundo vai jogar. São mais de 80 jogos em um ano!”, ressalta Edu, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, na última quinta, na Academia de Futebol, e que será publicada em três partes: hoje (17), sábado (18) e domingo (19).

Aos 35, o veterano admite que vive uma das melhores fases da carreira, e que tem sido como o vinho: quanto mais velho, melhor. Mas qual o segredo para chegar a essa idade ainda com vitalidade de um menino? Para Dracena, o segredo está na alimentação.

“Cortei várias coisas: leite e derivados, proteína de leite, queijo, pão, manteiga, só coisas gostosas (risos)… Eu adorava tomar um café com leite e pão com manteiga todo dia, mas não teve jeito. Cortei tudo!”, revela o zagueiro.

Vivendo um momento de “Higlander“, filme dos anos 80 conhecido no Brasil como “O guerreiro imortal”, o defensor conta que nem pensa em se aposentar no momento, mesmo completando 36 anos em maio.

E garante que ainda se sente como um junior quando entra em campo, especialmente em jogo de Copa Libertadores, como a eletrizante vitória por 1 a 0 sobre o Jorge Wilstermann-BOL, na última quarta-feira, com gol aos 50 minutos do segundo tempo.

“Cara, ontem [de quarta para quinta-feira] eu fui dormir umas 5h da manhã (risos)! Todo mundo em casa já tava roncando e eu estava a mil por hora”, diverte-se o atleta.

Seu grande objetivo é claro: conquistar o Mundial de Clubes, uma das poucas taças que lhe escaparam em sua vitoriosa carreira, recheada de troféus, como três Brasileiros (por Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians), duas Copas do Brasil (por Cruzeiro e Santos) e uma Libertadores (pelo Santos), além de campeonatos na Grécia e na Turquia, onde ele defendeu Olympiacos e Fenerbahce, respectivamente.

“É o único título que me falta na carreira”, salienta.