sábado, janeiro 22, 2022
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FBF: Desgastado presidente tenta reverter derrota iminente

Perdas, baixas e estilo antidemocrático colocam em xeque a administração da FBF que rebaixou a entidade em vários níveis. A busca por democracia e transparência motivam vários grupos de desportistas baianos pela mudança

São quase 30 anos de Federação, completando 17 no cargo de presidente e nesse período derrotas e fracassos para o futebol baiano que amarga queda de público de renda no Estadual, rebaixamento no ranking da CBF e negativa e perda de apoio aos Clubes e Ligas como o Programa Sua Nota É Um Show, que era bancado pelo Governo do Estado.

Além disso, presidentes de Ligas, Clubes, árbitros, funcionários e muitos da imprensa, para serem recebidos, têm que rezar na “cartilha” do atual e, de novo, candidato a presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, já que ele mesmo reformou o Estatuto permitindo reeleição “ad eternum”.

Programa Sua Nota É Um Show – Fim

Criado na gestão do ex-presidente Virgílio Elísio da Costa Neto, o Programa ajudava os clubes durante o Campeonato Baiano, mas foi encerrado depois de uma denúncia no Ministério Público Estadual. A denúncia fez suspender o pagamento em 2009 de R$ 8,00 por ingresso no Estadual, sendo 4 mil 700 bilhetes por jogo, exceto Bahia e Vitória quando mandantes. Se todos os ingressos fossem trocados, a renda seria de R$ 37.600,00 (três mil, setecentos e sessenta reais) – maior que quase todos os jogos na atualidade – o clube mandante poderia receber até R$ 25 mil reais deduzidas as despesas. Mas acabou.

Ranking CBF – Queda

Ao assumir a presidência, a FBF estava na 6ª colocação no Ranking de entidades da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Hoje, 17 anos depois, a entidade baiana é a 9ª colocada. O ranking é baseado na posição dos clubes nas competições nacionais, renda e públicos nas competições. Estamos hoje atrás de Estados menores como Goiás, Paraná, Pernambuco e Santa Catarina de acordo com a atualização em dezembro de 2016. Com 17.323 pontos, a Bahia está 2.603 pontos atrás do 8° lugar, Goiás.

Imprensa – Processos

Por se achar “incriticável”, o presidente adotou a perseguição como arma contra profissionais de imprensa e empresas. Em troca de verba publicitária, como ainda acontece nenhum profissionais, nas empresas que recebem “propaganda paga” da FBF (que não tem torcida nem vende produto), pode criticar falhas e erros de entidade.

Em 2015, a Federação gastou R$ 850 mil reais com publicidade, dinheiro que poderia também ajudar as Ligas e Clubes. Se fosse reduzida à metade, cada Liga participante do Intermunicipal de 2016 poderia ter recebido aproximadamente R$ 7 mil reais para ajudar nas despesas e não apenas meia dúzia de bolas e uniformes. Em 2015, a FBF teve de receita R$ 6,7 milhões de reais. Em 2015, a FBF pagou R$ 650 mil a advogados e escritórios de advocacia.

Diversos profissionais foram processados pelo Sr. Ednaldo Rodrigues apenas por discordar da gestão. A maioria ganha na primeira instância da Justiça os processos por difamação, calúnia e injúria, como é o caso de Luiz Brito, da Tribuna da Bahia, Oscar Paris, ex-TVE. Também responde a processo Juliana Guimarães, da TV Band. Em 2008, ele processou a TVE por causa do caso Liédson (Proc. 1886524-62008 – 6ª Vara da Fazenda Pública).

No caso Liédson, a primeira instância absolveu o presidente sumária e inexplicavelmente sem sequer o processo ser instruído – não ouviu as testemunhas. Por ter prescrito o prazo, a punibilidade não poderia ser aplicada. A ação foi extinta em 2016 – (Proc. 0158075-47.2008.8.05.0001). A ação foi proposta pelo Ministério Público da Bahia.

Ligas e Clubes – Indiferença

Ao longo desses anos, presidentes de Ligas e Clubes menores tinham extrema dificuldade de serem recebidos pelo gestor da FBF.

Muitos ficaram horas a fio dentro de um transporte e na sala de espera e sequer eram recebidos.

A cobrança de débitos era a norma. Agora com a eleição, enormes delegações são tratadas com “tapete vermelho e tapinha nas costas”. A dividas estariam sendo anistiadas. Afinal, eles votam em 2018 quando haverá eleição, pela primeira vez na quarta ou quinta – todas por aclamação – com metade das Ligas e Clubes participando.

O Estatuto exige que, pelo menos, 20% dos eleitores apoiem um candidato ou chapa.

Rejeição – Imprensa, Clubes, Ligas e torcida

Esses longos e quase intermináveis anos de administração fracassada, estão despertando Clubes e Ligas para um “basta”, e várias campanhas como “#vazaednaldo”, “#foraednaldo” em andamento denunciam todos esses fracassos. Porém, eleitores receosos com “retaliação e represálias” não se manifestam.

Em um curso sobre gestão, promovido pela Sudesb, o presidente se irritou quando foi perguntado ao representando do Ministério do Esporte sobre “perpetuação de poder e transparência no esporte”.

O certo é que no ano que vem, o presidente no poder, vai enfrentar, pela primeira vez, um candidato opositor. Muitos grupos da Imprensa, Clubes, Ligas e torcidas estão se unindo para um candidato de consenso. Se a eleição fosse hoje, a Federação Bahiana Futebol teria novo presidente em 2018.

Arbitragem – Perdas

No passado, era comum a Bahia ter 3 ou até 4 árbitros centrais apitando o Campeonato Brasileiro (Série A). Hoje, apenas Jaílson Macedo Freitas e, de vez em quando Marielson Alves Silva, apitam na elite. Como assistente, Alessandro Matos é também formado em gestões passadas. Os demais trabalham apenas nas divisões inferiores – BC e D.

Árbitros e ex-árbitros apontam que a falta de cursos – o último foi em 2002 e começou na gestão de Virgílio Elísio –, apoio e aperfeiçoamento interferem diretamente na formação dos profissionais.

Apesar disso, o quadro de árbitros e assistentes da FBF mantem a quantidade de anos anteriores na Comissão de Arbitragem da CBF.

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