FBF transfere mando de campo do Jacuipense para Salvador

O estádio Estádio Eliel Martins, o Valfredão, palco do polêmico jogo entre Jacuipense e Bahia, foi interditado para jogos do Campeonato Baiano de 2017. A decisão foi tomada após reunião que aconteceu entre membros da Federação Bahiana de Futebol (FBF) na tarde desta quinta-feira (02). O estádio foi muito criticado pelo péssimo estado do gramado, além de um problema com a iluminação. O duelo, realizado na última quarta-feira, terminou empatado em 0 a 0.

A FBF alterou o mando de campo do Esporte Clube Jacuipense no Baianão, alegando que o Estádio Eliel Martins não possui nenhuma condição de abrigar partidas oficiais de futebol. Até o final do estadual, o Leão do Sisal mandará seus jogos no Estádio de Pituaçu, em Salvador.

A FBF disse ter passado uma série de exigências à prefeitura de Riachão, que terá de solicitar uma nova vistoria por parte federação para que o estádio seja liberado. Segundo a entidade, o gramado do Eliel Martins estava em bom estado no momento da última vistoria antes da partida, há cerca de 20 dias, mas foi prejudicado pelo excesso de treinos do time da casa desde então.

O Coronel José Inácio Diniz, assessor da entidade para vistorias e segurança em estádios, durante a última visita ao local, havia solicitado ao secretário de Esportes de Riachão do Jacuípe que o estádio fosse preservado e só utilizado para os jogos oficiais. Porém, os responsáveis não seguiram a recomendação de conservação e utilizaram o local para treinamentos, o que prejudicou e castigou o gramado. A FBF lembra, também, que não tem como estar diariamente nos municípios do interior fiscalizando a utilização dos campos de jogos dos estádios e confia nas informações dos seus filiados.

Secretário de esporte de Riachão, Gilberto Oliveira disse não ter recebido nenhuma recomendação para que o estádio não fosse usado. Ele disse que a equipe usou regularmente o campo nas duas primeiras semanas de janeiro – antes, portanto, da vistoria –, e que depois passou a usar em menor escala, em média duas vezes por semana.

“Pegamos o campo no início do ano completamente seco, e começamos a trabalhar nele para o Baianão Mas percebemos que, com o time trabalhando lá todos os dias, não ia ter como recuperar nada. Foi por isso que pedimos para treinarem menos”, disse.

Houve um trabalho tático do time lá na tarde de terça-feira, véspera do jogo com o Bahia, e até um pedido da para usá-lo ontem, após a polêmica. “Tivemos que conversar com Felipe (Sales, presidente do Jacuipense), porque queriam usar até para treinar em dois turnos”, completou Oliveira.

O secretário garante ter alertado a FBF no momento da vistoria de que, por conta do pouco tempo de recuperação e do estado em que foi encontrado, o gramado não ficaria em condição ideal antes da partida. Ainda assim, a federação teria liberado.

Oliveira, porém, defendeu a Jacuipense relatando a dificuldade do clube de encontrar local para treinar na região, motivo da insistência em usar o Eliel Martins. Segundo ele, em Riachão só existem mais dois campos, ambos society. Nas cidades vizinhas, de Conceição do Coité e Tanquinho, os gramados também não se encontram em condições aceitáveis. E em Pé de Serra, o campo não tem as dimensões oficiais.

O secretário disse que precisará de ajuda para recuperar o gramado, mas se mantém confiante: “É uma situação muito difícil, porque aqui em Riachão tudo está muito seco, as pessoas estão sem água. Já conversei com Felipe (Sales) de que teremos que tomar algumas providências juntos. Acredito que, com todo mundo ajudando, em 15 dias podemos resolver os problemas”.

Iluminação

Além do gramado, a FBF disse que cobrará providências em relação à iluminação do estádio. A partida atrasou 35 minutos porque os geradores necessários para que os quatro refletores do estádio fossem acesos, por terem sido alugados, chegaram poucos minutos antes do apito inicial. Segundo Rodrigues, a entidade cobrou que o estádio tenha seus próprios geradores.

O presidente lembrou que os problemas da iluminação e do atraso da partida foram relatado na súmula pelo árbitro Jailson Macedo Freitas, e que o Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA) julgará o caso, o que pode render punição ao Jacuipense.