sexta-feira, maio 20, 2022
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Mancini admite mudar peças, mas mantém mistério: “Não posso dar armas”

Tarefa das mais difíceis será projetar o Vitória que vai entrar em campo neste domingo para enfrentar a Ponte Preta, no estádio Mosiés Lucarelli, pela penúltima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Com as duas equipes brigando duramente para evitar o rebaixamento, o treinador esconde a sete chaves a escalação da equipe, afinal não quer dar “armas” para Eduardo Baptista, técnico rival.

Por isso mesmo, ele tratou de deixar claro que o treinamento da última quarta-feira, no qual escalou uma equipe inicial e depois fez diversas alterações, foi uma situação que pode ou não acontecer. O time tinha um meio-campo mais “pegador”, com Ramon, Uillian Correia, José Welison e Fillipe Soutto.

– O que fiz ontem é uma situação que pode acontecer, mas não quer dizer que seja o time, até porque vocês estavam filmando, e não quero dar o time. Não posso dar armas ao Eduardo [Baptista, técnico da Ponte Preta], que é um bom treinador. Iniciei no treinamento, mas pode acontecer durante a partida – afirmou.

As chances de mudança na equipe, entretanto, são reais, como ele admitiu na entrevista coletiva concedida nesta quinta.

– Decidi, junto com minha equipe, que essa semana seria diferente. Temos um jogo que vale o ano, e vale o ano de 2018, por isso estamos focados no time que vai entrar jogando. Por isso, abri mão de outro tipo de treinamento para focar a parte tática. Dentro disso, tive que fazer alguns ajustes, e estou falando de mudanças de peças para aquele time que pode nos dar mais resultados fora de casa. Nossa campanha fora de casa é muito satisfatória, por isso a equipe que vem jogando tem boas chances de começar jogando – disse o treinador.

Uma coisa é certa que não pode mudar: a postura da equipe jogando fora de casa, fechada na defesa e com transições rápidas para o ataque, característica que rendeu alguns triunfos em sequência jogando longe de Salvador.

– Não muda muita coisa. Talvez as peças sejam diferentes, mas a postura é a mesma. O Vitória vem, fora de casa, se comportando bem, esperando e saindo rápido para o ataque. Em termo de transição, se vai estar rápido ou não, depende dos jogadores que vão entrar, mas tenho que dar ênfase à marcação, porque certamente vai ser um jogo tenso, com os dois times buscando a vitória – afirmou Vagner Mancini.

Vitória e Ponte Preta estão separados por apenas um ponto na tabela de classificação. O duelo entre os dois está marcado para 16h (horário de Salvador).

Confira outros trechos da coletiva de Mancini.

Pressão da Macaca
– 
Vamos enfrentar um estádio contagiado, um time que está acostumado à pressão, é uma torcida que vai vaiar se não estiver dando certo no primeiro tempo. O Vitória tem que saber que tudo isso pode acontecer, que serão detalhes que precisam ser analisados. O time precisa fazer a leitura do que está acontecendo no estádio. Para ganhar um jogo desse, além de ter que ser forte, você tem que jogar futebol, porque ninguém ganha só na marra, só no aspecto físico. Tenho que ter uma equipe equilibrada, que saia rápido e marque bem.

Copo meio cheio, meio vazio
– 
Empate é um péssimo resultado, mas, se a gente voltar um pouco, diante do Cruzeiro, o empate era um péssimo resultado, mas nos deixou com a chance de depender só da gente. Empate lá é péssimo, mas, se Avaí e Sport perderem, passa a ser interessante, porque a gente abre dois pontos, e até um empate [na última rodada] poderia nos salvar. A gente não está falando que vai jogar para empatar. A gente quer uma equipe que entre para decidir o campeonato. Se foi bem feito ou mal feito o ano [o planejamento do ano], não importa, temos a possibilidade de decidir nossa vida em uma partida.

Alguém vai entregar?
– 
Existem dois pontos. Primeiro, é que as pessoas envolvidas no futebol são éticas, por mais que a gente escute história de A ou de B. Todos os que conheço, sei a conduta e vão até o final. De maneira alguma, você quer que alguém desconfie da sua conduta. Isso é horrível. Segundo ponto, quando você chega na última rodada com o time sem ambição, claro que cai um pouco a concentração. Às vezes, a gente vê o jogo e percebe que quem está brigando por alguma coisa está mais contagiada, porque é uma coisa natural, mas não que a equipe que não está brigando por nada vá largar, vá abandonar. Às vezes, até a falta de pressão faz com que sua equipe renda mais, e seus atletas fazem coisas que não estavam fazendo.

Ponte Preta e Vitória, 1998
– 
Joguei essa partida. Foi em 98. Fiz o primeiro gol da Ponte. O Vitória vinha ganhando por 2 a 0, vinha muito bem, em sexto no campeonato. Me lembro que um dos gols foi do Pet, de pênalti. No segundo tempo, houve uma breve reunião ali no campo, e o Dacildo nos chamou para dizer que haviam invadido o vestiário e os seguranças… Haviam, de certa forma, não tocado neles, mas agido de uma maneira intimidadora, e ele apitaria o jogo de uma maneira normal. E a Ponte acabou virando o jogo, ganhou de 4 a 2. O Vitória teve alguns atletas expulsos nessa partida. Me lembro bem do jogo. Mas os tempos são outros, hoje o futebol é filmado. Existem pessoas hoje que estão ali para anotar tudo que acontece de errado, e há punição. A gente está vendo que, não só no futebol, mas no Brasil, as punições estão acontecendo. Não temo por isso. Ricardo Marques é um excelente árbitro, de pulso, que vai errar e vai acertar, mas tenho certeza de que o jogo vai ser disputado no campo.

Inimigo íntimo
– 
Fui formado no Guarani, então sei o que é jogar lá no Majestoso, a dificuldade que é imposta, não só pela Ponte, que é um time de uma camisa, que vem de campanha sofrida. Tem pressão. Todos nós sabemos que vamos enfrentar dificuldades, mas também há de se dizer que o futebol mudou muito, então vamos ter a segurança de entrar no estádio, jogar futebol e sair do estádio.

Mengão desde criança
– 
Hoje temos tudo para torcer pelo Flamengo. Somos brasileiros, temos vários amigos dentro do Flamengo, e lógico que, se a equipe estiver envolvida na final [da Sul-Americana], tem uma tendência de dar uma esquecida no Brasileiro. Mas, para chegar vivo no jogo contra o Flamengo, temos que ganhar da Ponte. Vamos fazer a nossa parte sempre, que é vencer a Ponte Preta, mas vamos torcer pela Ponte Preta sem dúvida nenhuma.

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