A francesa Lagardère ficou mais próxima de assumir a gestão do Maracanã após a desistência da GL Events. Uma reunião na última segunda-feira (20) acertou os termos do acordo com a Odebrecht para a compra da concessão por cerca de R$ 60 milhões.
No entanto, existem pendências jurídicas, como questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público, que dificultam a conclusão do negócio. Será necessário o aval do governo do Estado para a confirmação da operação. De acordo com o colunista Lauro Jardim, Luiz Fernando Pezão tem dito privadamente que o governo do Rio de Janeiro não quer fazer nova licitação para o estádio. Além disso, a publicação revela que ele dará à Odebrecht, que hoje tem apenas cinco funcionários no Maracanã, duas opções: ou conclui a venda ou reassume o estádio.
Segundo reportagem do Uol, caso isso aconteça, o Flamengo pode não jogar mais no Maracanã, já que a a Lagardère é desafeto do clube por conta de problemas anteriores. Por diversas vezes, inclusive, o presidente Eduardo Bandeira de Mello afirmou que não fará negócio com os franceses. Consultado pela reportagem, o mandatário deixou claro que considera uma nova licitação a melhor solução para o Maracanã.
Se a posição for mantida e a venda confirmada, o Flamengo terá apenas a Arena da Ilha do Governador – capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores – para mandar os seus jogos no Rio de Janeiro.