quinta-feira, maio 19, 2022
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HomeBrasileirão - Serie AOs sete erros de Rogério Ceni no São Paulo

Os sete erros de Rogério Ceni no São Paulo

Em 24 de novembro de 2016, menos de um ano após pendurar as luvas, Rogério Ceni assumiu como técnico do São Paulo, clube do qual é discutivelmente o maior ídolo. Por sete meses, ele tentou implementar uma filosofia de futebol mais ofensiva, inspirado em Juan Carlos Osório e Jorge Sampaoli, e teve um início promissor.

Uma série de problemas, no entanto, minou seu trabalho dentro do Morumbi. Incidentes pessoais e extracampo, confiança em pessoas erradas e até a saída de seu braço direito estão entre os equívocos do treinador novato, demitido na última segunda-feira.

Foram 41 jogadores utilizados pelo agora ex-técnico tricolor durante sua passagem pelo Morumbi. E um setor nunca foi unanimidade: a defesa.

Laterais e zagueiros foram trocados jogo a jogo – com as exceções de Júnior Tavares, Rodrigo Caio e Maicon (negociado na semana passada com o Galatasaray) -, Diego Lugano viveu impasse até poucos dias atrás (leia mais abaixo), falhas individuais, e o resultado foi a exposição demasiada, principalmente nos últimos jogos.

Na semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians, o zagueiro/volante são-paulino disse que o atacante Jô não fez falta nele, e o rival teve o cartão amarelo anulado pela arbitragem.

A atitude do jogador revelado na base causou controvérsia no vestiário tricolor, com Rogério Ceni não aprovando sua postura e até mesmo dizendo: “Talvez Rodrigo Caio e Tite sejam pessoas melhores do que eu”. O técnico da seleção defendeu a atitude do jogador, inclusive citando seu fair play como motivo para ser convocado.

Mesmo em derrotas, Rogério Ceni utilizava números para afirmar que o São Paulo atuou melhor ou evoluía nas partidas. Ele chegou até mesmo a discutir com jornalista que o questionou sobre isso após a eliminação na Copa Sul-Americana para o Defensa y Justicia, da Argentina, e passou a impressão de arrogância perante os microfones.

Não foi apenas o caso Rodrigo Caio que abalou internamente Rogério Ceni. Houve, por exemplo, o incidente da prancheta com Cícero – o São Paulo perdia para o Corinthians por 2 a 0 na ida das semifinais do Campeonato Paulista, Ceni dava uma bronca em seus atletas e jogou uma prancheta no chão. O objeto, porém, acabou acertando o meio-campista, que se irritou bastante. O técnico se desculpou imediatamente, e a “turma do deixa-disso” entrou em ação para evitar qualquer problema maior.

Além disso, a saída de Neilton tirou parte da confiança dos atletas em seu trabalho: o atacante treinou como titular para o duelo contra o Defensa y Justicia, atuou por 45 minutos, foi substituído e nunca mais atuou com a camisa tricolor – hoje está no Vitória.

Ainda houve o desgaste pela renovação de Diego Lugano, outro ídolo do São Paulo: Ceni demorou a se posicionar sobre a permanência do uruguaio, que não vinha sendo utilizado, mas depois pediu para que ele ficasse, e a diretoria acabou estendendo seu vínculo.

 

  • Confiar no presidente Leco

 

Após cada eliminação ou série de maus resultados, a diretoria garantia a continuidade de Rogério Ceni no comando do São Paulo. Leco contratou o ex-goleiro como treinador para dar tranquilidade a seu trabalho na presidência, mas as seguidas vendas de jogadores – Luiz Araújo, David Neres, Maicon, Thiago Mendes… – foram minando a confiança da torcida nos cartolas. Mas Ceni parecia intocável.

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