segunda-feira, novembro 23, 2020

Programa de prevenção contra lesões do Fortaleza tem DM vazio e dá resultados em maratona

O plantel do Fortaleza conta hoje com 24 atletas de linha e três goleiros. As peças são reduzidas, e por muitas vezes têm mais de uma função dentro de campo. Com uma maratona de 26 jogos disputados desde o retorno do futebol, em julho, a comissão técnica de Rogério Ceni liga o alerta para desgaste e lesões, mas o programa de prevenção contra lesões do departamento médico tricolor vem conseguindo potencializar os resultados e zerar os problemas físicos.

Para extrair em campo o máximo dos atletas, tanto Ceni quanto o DM do Fortaleza fortaleceram o planejamento, palavra-chave para o atual panorama do time. A preparação começou ainda no período de treinos à distância, e continuou após a volta das atividades presenciais, em junho. A sequência de jogos e de competições decisivas deu o tom necessário para os cuidados preventivos.

Rogério Ceni, técnico do Fortaleza — Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC

Rogério Ceni, técnico do Fortaleza — Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC

Para evitar baixas como a de 2019, quando o time sofreu com problemas por contusão muscular, o Fortaleza passou a contar com um programa de prevenção multidisciplinar. Composto por profissionais de setores como fisiologia, médico, nutricional e comissão técnica, o objetivo é analisar detalhadamente cada atleta após treinos e jogos. O rendimento a longo prazo é a chave do momento.

Ações do Fortaleza para prevenção de lesões:

  • Rodízio do time principal;
  • Minutagem programada para cada atleta por partida;
  • Exame de imagem regular para diagnóstico precoce;
  • Transição pós-lesão gradual do DM;
  • Controle rigoroso da área percorrida e movimentos do atleta;
  • Nutrição individualizada e especializada;
  • Recuperação pós-jogo desde o estádio.

Para obter êxito nessas ações, o programa requer avaliação clínica preventiva, exame de imagem recorrente, exercício de fortalecimento dos membros mais utilizados e transição pós-lesão gradual para evitar sobrecarga ou problema agudo, situações que possam trazer baixas para o elenco.

– Faz um tempo que temos programa de prevenção de lesões com participação multidisciplinar. Há trabalho de fortalecimento muscular, controle de carga, controle rigoroso da minutagem, carga gasta, área percorrida, tudo isso utilizando marcadores bioquímicos e termográfica – explica Cláudio Maurício, diretor do departamento médico do Fortaleza.

Cláudio Maurício, diretor do departamento médico do Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Cláudio Maurício, diretor do departamento médico do Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Rodízio: pilar essencial do programa

Não é raro o tema rodízio no elenco titular vir à tona nas coletivas do técnico Rogério Ceni após os jogos. No esquema adotado pelo treinador, os atacantes velocistas e os laterais são peças fundamentais, marcas que moldaram a construção do estilo de jogo do Fortaleza. O problema, principalmente em 2018 e 2019, estava na sobrecarga física dos jogadores.

Na atual temporada, o Tricolor conta com basicamente as mesmas peças à disposição. A diferença agora está nas variações táticas e nos improvisos adotados por Ceni. Os velocistas, como Osvaldo, Yuri César e David, cedem frequentemente espaço para laterais. Nas últimas partidas, Tinga vem atuando como ponta, com Gabriel Dias dando sustentação do lado direito.

O trabalho de recuperação começa ainda no estádio depois do apito final de cada partida. Os massagistas iniciam o trabalho para ampliar chance de evitar contusões. Além disso, o Fortaleza conta com um sistema de nutrição especializado para as necessidades de cada jogador e de recuperação pós-jogo.

– A carga de treino é específica e diferenciada para cada atleta, o tempo em campo também é programado. Por isso o rodízio bem executado. Nossa comissão técnica sempre trabalhou assim, não com 11 (atletas) 100%, e sim buscar ter 24 com condições para jogar – pontua Cláudio Maurício.

Tinga, decisivo nas finais do Cearense, é lateral de origem, mas vem sendo utilizado como ponta direita por Rogério Ceni — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Tinga, decisivo nas finais do Cearense, é lateral de origem, mas vem sendo utilizado como ponta direita por Rogério Ceni — Foto: Thiago Gadelha/SVM

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