terça-feira, maio 17, 2022
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Renê Júnior quase foi parar no Milan. Agora, briga com o Bahia pelo Nordestão

No fim de 2014, o italiano Marcello Lippi passou férias no Rio de Janeiro, aproveitou para conhecer o Fluminense e parou para um café na Barra da Tijuca.

Daquele cappuccino despretensioso, vieram duas indicações para o Milan.

“Quando eu ainda atuava na China, o Lippi veio para o Rio uma vez e se sentaram para tomar café na Barra eu, ele e o Serginho (ex-lateral esquerdo de São Paulo e Cruzeiro, entre outros, e representante do Milan). Ele indicou eu e o Elkeson para o Milan. A partir disso você vê a confiança que tinha do cara”, conta Renê Júnior.

Naquela época, o técnico campeão mundial de 2006 com a Itália tinha o cargo de diretor técnico do Guangzhou Evergrande e vinha da conquista de dois títulos chineses.

Entre seus destaques, o ex-volante de Santos e Ponte Preta.

Nada mais natural, então, do que retribuir os seus serviços.

“Acabou não dando certo porque nosso time na China estava muito bem. Eles não precisavam vender jogadores. Tanto é que, na época, tive propostas de Corinthians e Atlético-MG e os caras não liberavam porque o dinheiro não era importante. Estava perto, mas bateram o pé e não quiseram”, recorda.

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Renê Júnior comemora gol pelo Guangzhou Evergrande
Renê Júnior comemora gol pelo Guangzhou

Renê Júnior deixou o Guangzhou somente em 2016, após a vinda de Luiz Felipe Scolari e a contratação de Paulinho para a sua posição. Fez recuperação de cirurgia no Corinthians, quase assinou, foi parar na Ponte Preta e acabou indo para o Bahia.

No Fazendão, ele reencontrou um de seus mentores, Guto Ferreira.

Ao lado do técnico, o volante de 27 anos brilhou no Mogi Mirim em 2012.

“Foi uma coisa de Deus, ninguém se conhecia naquela equipe, mas ela se encaixou de uma forma inexplicável. Desde a pré-temporada, fomos bem, fizemos uma ótima primeira fase, porém, demos azar de pegar o Santos na Vila Belmiro. Tinham Neymar e não houve como”, afirma.

“O Guto me ajudou muito no começo e é um grande treinador. Ele confia muito no meu trabalho, trabalhamos juntos na Ponte e tive uma sequência boa. Logo em seguida, fui para o Santos. Quando eu estava na Ponte, ele me pediu para vir ao Bahia”, prossegue.

“Quando você trabalha com alguém que tem confiança é diferente, as coisas fluem naturalmente”, completa.

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Renê Júnior sendo apresentado no futebol chinês ao lado de Lippi
Renê Júnior sendo apresentado no futebol chinês ao lado de Lippi

Em seu reencontro com Guto, Renê Júnior largou como titular em 2017, perdeu a posição e agora aproveitou a má fase de Juninho para retomá-la. É a aposta para dar mais força ao meio-campo, em dupla com Edson, ex-Fluminense.

Coadjuvante no acesso do clube na Série B, ele tem agora uma sequência de quatro Ba-Vis.

O primeiro deles acabou com derrota de 2 a 1 para o Vitória, na última quinta-feira, no Barradão. O próximo e decisivo será neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena Fonte Nova. O Bahia precisa tirar a vantagem rubro-negra para chegar à final da Copa do Nordeste.

“Mesmo sendo carioca, o clima é mais abafado e mais quente, mas Salvador é uma cidade boa. Pessoal é receptivo”, brinca.

Renê Júnior fala do apoio da torcida do Bahia e período em que passou na China

Outra vantagem para o volante, que voltou ao Brasil porque não conseguia curar as dores no púbis, é o café da manhã.

“Na China, eu lembro das coisas curiosas para comer. No café, tinha sapo, cobra, tartaruga, coisas que não estava acostumado. Você vai tomar café da manhã e tem um monte de bichos (risos). A China não tem o que falar mal, foi uma experiência muito boa e aprendi muita coisa. Hoje, é um mercado que está entre as maiores potências do futebol”, sorri.

“O Lippi é um cara correto, muito trabalhador e duro. É mais fechadão, como é a escola italiana, não era tanto de resenha. Ele é tipo um Muricy do Brasil. Não era de muita conversa. Chegou, trabalhou e casa. Mas o aprendizado tático com ele foi um fenômeno. Na parte defensiva, eu melhorei bastante e foi um dos melhores com quem já trabalhei. Ele gostava muito de brasileiros porque sabe que resolvem”, conclui.

O classificado entre Bahia e Vitória enfrenta o vencedor de Sport e Santa Cruz na decisão do Nordestão.

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