Reunião na Federação Bahiana pode selar interdição do estádio Valfredão

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O estádio Valfredão, palco do polêmico jogo entre Jacuipense e Bahia, pode ser interditado. Uma reunião que acontece entre membros da Federação Bahiana de Futebol (FBF) na tarde desta quinta-feira vai selar o destino da praça esportiva, muito criticada pelo péssimo estado do gramado, além de um problema com a iluminação. O duelo, realizado na última quarta-feira, terminou empatado em 0 a 0.

Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação. Segundo ele, o Jacuipense e a Secretaria de Esportes da cidade descumpriram a determinação de que não poderia acontecer qualquer programação no estádio. O elenco do Leão do Sisal teria feito alguns treinamentos no local, mas o presidente da equipe, Felipe Sales, negou que tenha recebido qualquer orientação.

– Estamos analisando. Serão tomadas algumas deliberações. Analisamos alguns descumprimentos. Vinte dias antes da partida, foi feita uma vistoria final, e o comandante verificou que o gramado estava indo bem. Como tinha recebido competições, ele me pediu que tivesse adubamento, teria que molhar constantemente e não ter nenhuma atividade. O secretário de esportes foi informado que não deveria fazer programação esportiva para não prejudicar o gramado. Eles diziam que não estava tendo atividade e que estava ficando melhor o gramado. A gente constatou que houve descumprimento. O clube treinou lá, e não foram poucas vezes – relatou o presidente

Ednaldo Rodrigues completou.

– Há possibilidade de interdição até que todos os problemas possam ser solucionados, por tempo indeterminado, até que os problemas sejam resolvidos – afirmou.

O presidente da Federação Bahiana de Futebol também comentou o problema com a iluminação do estádio. De acordo com Ednaldo, estava predeterminado que o estádio precisava de um gerador, só que o que havia lá não era suficiente para abastecer todos os refletores. A previsão era de que um outro equipamento chegasse às 17h, porém ele só chegou no horário em que a bola deveria estar rolando. A partida começou com 45 minutos de atraso.

– Sobre o gerador, era determinado que em cada jogo tivesse um gerador, e esse gerador tinha lá, só que não atendia a demanda, porque foram colocado mais refletores. Tinha um preposto da Federação solicitando que o gerador chegasse, e eles informando que chegaria no máximo até 17h – revelou.

Jacuipense diz não ter sido avisado

Apesar da acusação do presidente da FBF sobre o descumprimento de uma determinação, o presidente do Jacuipense, Felipe Sales, negou ter recebido qualquer orientação.

– Nunca recebi nenhum documento dizendo. Isso é uma determinação que cabe à Prefeitura, porque o equipamento é público municipal. Discordo dessa medida. O Jacobina treina no estádio, Juazeirense no de Juazeiro. Posso dizer que os clubes que disputaram, teve time que treinou em Pituaçu. Não vejo razão maior, porque não foi feito nenhum encaminhamento. Se houvesse algum documento, a gente tomaria esse cuidado. Nunca foi dito para a gente, nem da parte da Federão nem da parte do município – afirmou Felipe ao GloboEsporte.com.

O dirigente ainda citou as dificuldades existentes na cidade.

– É um retrato dos campos do interior. Estamos em uma cidade de 35 mil habitantes, numa região de seca severa. Aqui falta água para beber. Não vai ter um gramado 100% nunca na vida. A prefeitura não tem recurso próprio para fazer isso. Os gramados do interior, infelizmente, são assim. Vai ser difícil fazer futebol no interior daqui a alguns dias, porque não temos condições de dar um estádio 100%. A falta de um gerador não foi culpa nossa, é um estádio público. Houve um atraso e gerou todo esse transtorno. Claro que o gramado é uma questão à parte, mas foi mais destacado pelo todo.

Felipe Sales disse que o presidente da FBF tem feito diversos esforços para ajudar os times do interior, no entanto, na visão dele, falta união entre os dirigentes.

– Ednaldo faz o maior esforço do mundo para o campeonato acontecer da melhor maneira possível. Os clubes precisam estar mais unidos para poder auxiliar. Infelizmente, a gente é meio desunido e não consegue captar patrocínio. A gente sobrevive quase que exclusivamente do que a Federação capta. Só o fato de a TV transmitir o campeonato, para a gente não tem refletido no aumento de patrocínio. Está faltando mais ações por parte de todos. Está no momento de fazer uma conversa mais atenta, para saber de que forma pode-se melhorar o futebol do interior.

O dirigente ainda comentou a possibilidade da interdição do estádio.

– Eu não acho que Ednaldo está errado. Como representante, tem que tomar providência. Para nós, interditar o estádio, ele tem todos os laudos técnicos. Mas o gramado… certo. Seria fechar o estádio durante um período. A gente só joga em março. Temos 30 dias. É um tempo absolutamente suficiente para recuperar o gramado, que já é um gramado recuperado do que tinha. É prudente, tem que fechar o estádio para fazer a melhoria, mas tem que ser feito. Às vezes fecha o estádio e não se procura melhorar – finalizou.

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