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Santos quer liberar milhões bloqueados da venda de Rodrygo para aliviar crise

Rodrygo se transferiu do Santos para o Real Madrid na metade do ano passado, mas o Peixe ainda não recebeu a quantia total a que tinha direito pela negociação do Menino da Vila, fechada em 45 milhões de euros.

Isso porque R$ 14,4 milhões, equivalentes a parte da segunda parcela paga pelo Real Madrid, foram retidos pelo Banco Central em cumprimento a uma decisão da Justiça de São Paulo, que penhorou esse valor como garantia numa ação em que oSantos é cobrado por um escritório de advocacia.

A penhora ocorreu em agosto de 2019, e a ação ainda não foi julgada. Em crise financeira em razão da pandemia do novo coronavírus e com processos na Fifa, o Santos vê o dinheiro como um socorro e tenta desbloqueá-lo há quase um ano.

Rodrygo após marcar pelo Real Madrid; Santos ainda tem parte do dinheiro da venda do atacante penhorado — Foto: REUTERS/Susana Vera

Rodrygo após marcar pelo Real Madrid; Santos ainda tem parte do dinheiro da venda do atacante penhorado — Foto: REUTERS/Susana Vera

Nas últimas semanas, o Santos conseguiu acordos para evitar novas sanções da Fifa, mas a principal (e maior) delas segue sem solução: o clube está punido pela entidade e não pode registrar jogadores em função de uma dívida com o Hamburgo, da Alemanha, pela compra do zagueiro Cleber Reis, que já chegou a 4,5 milhões de euros (R$ 27 milhões), com multa e juros.

Há, também, pendências com o Huachipato (por Soteldo), Atlético Nacional (Felipe Aguilar) e Krasnodar (Cueva). Todos os casos também já foram comunicados à Fifa.

Além das dívidas com outros clubes, o Santos também precisa resolver a questão salarial com o elenco. Nos últimos três meses, o Peixe cortou 70% de todos os funcionários (incluindo jogadores) que recebem mais de R$ 6 mil. No caso dos atletas, a redução foi forçada, já que não houve acordo.

O superintendente de futebol do Santos, William Thomas, prevê um acordo em breve com os jogadores sobre a forma como será devolvida parte dos valores cortados.

Entenda o caso

O escritório Bonassa Bucker atuou em casos de grande repercussão no Santos durante a gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior, anterior à atual, de José Carlos Peres. Disputas contra o atacante Neymar e o fundo de investimentos Doyen foram alguns desses casos.

Uma auditoria encomendada por Peres, porém, apontou supostas irregularidades na relação do escritório com o Santos e o clube se recusou a pagar os honorários combinados. O calote levou a firma a procurar a Justiça.

Na ação, o Bonassa Bucker afirma que todos os serviços foram comprovados. No primeiro semestre de 2019, a Justiça determinou o bloqueio de valores endereçados ao Santos originários do exterior – o alvo era, justamente, o pagamento da segunda parcela da venda de Rodrygo.

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