quinta-feira, junho 30, 2022
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Yuri cita “bom senso” dos atletas do Fluminense e critica volta do Carioca: “A pandemia não está controlada”

Em meio à divergência com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e com a maioria dos clubes da Série A do Campeonato Carioca, o Fluminense vem recebendo apoio internamente. Na última semana, os jogadores do clube se manifestaram contra o retorno do Estadual, em razão do quadro ainda não controlado na cidade da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro – já são mais de 8,9 mil mortes e 97,5 mil casos confirmados. Em conversa com o GloboEsporte.com, o volante Yuri, de 25 anos, reforçou a preocupação:

– Acho que foi questão de bom senso (o manifesto dos atletas). A gente conversava bastante e via a luta do presidente. Achávamos o mais correto a se fazer e decidimos nos posicionar com tudo que vinha acontecendo. Na minha opinião, o campeonato não estava preparado para esse retorno. Talvez os clubes grandes pudessem ter uma estrutura para proteger seus atletas, funcionários até familiares, como foi feito no Fluminense. Mas e os clubes menores? Quem os ajudaria?

“É complicado você ir para um jogo e acabar contraindo o vírus, levando para sua casa, para sua família. Não achávamos certo, sendo que a pandemia não está controlada aqui no Rio”.

Yuri em primeiro treino do Fluminense após retorno das atividades no CT — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Yuri reforçou também que a atitude dos jogadores não teve influência da direção do clube:

– Essa atitude foi nossa. Como eu disse, achamos o certo a se fazer nesse momento! – destacou.

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Justamente pelo posicionamento contrário ao retorno do futebol, o Fluminense só voltou a treinar no CT Carlos Castilho na última sexta-feira, após divulgar os resultados do 191 testes realizados para Covid-19. Apenas um atleta, que não teve seu nome revelado, havia dado inconclusivo, mas o teste foi refeito e o vírus confirmado. Além dele, dois funcionários e dois familiares testaram positivo. Com cinco infectados, o Flu foi o clube do Rio com a menor taxa de contaminação na primeira testagem.

– Estava com saudade dessa rotina, de poder treinar normalmente no CT, em rever os amigos… Foi um período muito longo sem fazer o que amamos. Alegria enorme em estar de volta. E com toda a segurança que o Fluminense ofereceu aos atletas, aos funcionários e aos nossos familiares, facilitou mais ainda esse retorno e nos deu tranquilidade – contou Yuri.

Com o último jogo realizado no dia 15 de março, o elenco tricolor tirou férias por 30 dias e treinou em casa durante a quarentena. Nesse período, Yuri foi para Santos, sua cidade natal, para ficar próximo da família.

– Não foi fácil… Não poder fazer o que mais gosto foi complicado. Mas entendo que o momento que passamos é muito maior que o futebol. Eu passei praticamente a quarentena toda com a minha família em Santos, isso ajudou bastante ter as pessoas que amo por perto e bem.

Na última semana, ficou decidido em arbitral da Ferj que a reestreia do Fluminense seria nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Maracanã, em jogo contra o Volta Redonda, pela 4ª rodada da Taça Rio. Desde o início, no entanto, a diretoria tricolor assegurou que seus atletas não jogariam com apenas três dias de preparação.

Junto ao Botafogo, portanto, o clube recorreu à Justiça desportiva, mas ainda espera a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que deve sair nesta terça-feira. Em paralelo, houve um decreto do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que acarretou no adiamento das partidas.

Fluminense e Botafogo já deixaram claro que não gostariam de voltar a competir neste momento, mas entendem que há necessidade dos clubes de menor expressão em receber suas cotas. O pedido da dupla, então, é para que os jogos aconteçam apenas em julho, a fim de garantir, no mínimo, 10 dias de preparação aos seus respectivos elencos.

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